Desprezado pelo mundo
Sem família e sem abrigo
Sujo, como um ser imundo
Preso num poço sem fundo
Sem esperança e sem amigo
Só, no frio e na tristeza
Quase nu, triste e com fome
Desdenhou toda a riqueza
E penetrou na natureza
Um homem sem sobrenome
Sangue lhe invadia a palma
Preso ao limite da dor
E a noite invadiu-lhe a alma
Mas de repente, eis a calma
E Francisco, então, cantou
Ele cantou, cantou
Como se fosse feliz
E o seu canto iluminou
A sua Assis
Ele cantou, cantou
Pois viu a liberdade
E o seu canto embalou
A humanidade
E os seus versos de poeta
Brilhavam naqueles breus
E a alegria no asceta
Mostrava a graça de Deus
ps - Este poema eu devia a São Francisco e é fruto também de minha dívida interminável com Chesterton.
Posted by César Miranda at outubro 14, 2004 07:20 AMSão Francisco é o meu santo favorito...a sua simplicidade derivada da total confiança dele em Deus é para mim o ideal de relacionamento que devemos ter com Ele....
Cada vez que vejo alguém homenagear São Francisco fico contente como se encontrasse um "colega" :o).
Gostei muito do poema...
Mon cher,
Passei por aqui, li e esqueci de comentar que a Mônica, das CrônicasMonica, tratou do tema e eu repercuti esse seu courrier lá.
O MR já comentou o comentário. Então "le jongleur de Dieu" foi bem lembrado et G.K.C. aussi.
Amitiés,
BetoQ.
Li o poema e é lindo, mas vim aqui fazer-te uma pergunta ultra-secular: viste Kill Bill 2? Se não viste, não me visite, pois conto tudo... A vingança foi até seu final, mas há surpresas no filme, há muita humanidade, até. Grande abraço.
Posted by: Milton Ribeiro at outubro 14, 2004 04:20 PMeu li essa biografia de São Francisco do Chesterton. Le jongleur de Dieu... é linda mesmo. especialmente tocante. Ficou lindo o seu poema.
Posted by: Politicamente incorreta at outubro 14, 2004 11:42 AMDigno do Santo. Parabéns.
Posted by: Igor at outubro 14, 2004 08:26 AM