A esperança não é imortal. Ela é a última que morre. Ora, se morre, não é imortal. Ela é dentre os mortais, claro, o último a morrer. Há, porém, os seres imortais. O ser imortal dura mais do que a esperança. Quando ela morre, nada mais morre. Então, no funeral da esperança, os seres mortais se olham muito tristes, mas um pouco aliviados porque a partir dali ninguém mais morrerá. A morte da esperança é, pois, a morte da morte. Depois que ela morre, todos os sobreviventes sabem que são imortais. O preço da imortalidade é viver sem esperança. O prêmio da mortalidade é poder contemplá-la.
Posted by César Miranda at outubro 31, 2004 09:25 PMOi Gil, que bom que gostou. Volte sempre, comente mais.
Posted by: César Miranda at abril 23, 2005 12:13 AMOi, César!
Adorei esse post, principalmente o final.
Antes eu já não gostava da idéia de imortalidade aqui na Terra (acho q ficaria entediada), agora gosto menos ainda. Deus me livre de viver sem esperança! ;)
Bjos
Posted by: Gilmara at abril 22, 2005 06:04 PMOlá César, o seu texto já está no Hanging Lydia. O título em alemão é "Die Hoffnung stirbt" e você o encontra aqui: http://www.sprecheisen.net/wordpress/index.php?p=30
Abraços
Markus
César,
Muito obrigado! Te aviso quando seu texto for publicado no Hanging Lydia.
Abraço
Posted by: Markus A. Hediger at novembro 4, 2004 08:06 AMFique à vontade, Markus. Avise-me quando o fizer.
Posted by: César Miranda at novembro 4, 2004 07:56 AMCésar, gostei muito desse post. Se você concordar, gostaria de traduzi-lo e publicá-lo em meu blog de língua alemã (hospedado na Suiça) "Hanging Lydia". Já traduzi textos de outros wunders (Alexandre, Dante) e estão fazendo sucesso por aqui.
Abraço
Markus
Ótimo post. Um Kierkegaard feliz, me atrevo a dizer.
Posted by: Igor at novembro 1, 2004 11:25 AM:)
Posted by: Raphael at outubro 31, 2004 10:51 PM