setembro 27, 2004

SILOGISMO ZEN

O prazer é alimentar um apetite.
O inferno é um apetite jamais saciado.
O paraíso é a ausência de apetite.

Posted by César Miranda at setembro 27, 2004 12:51 PM
Comments

Patrick: "... O inferno e o paraíso estão ambos aqui. Só é necessário escolher."
É isso aí, só! Imaginar uma reunião de indivíduos num salão, na ferveção: barulhadas, cantaroladas, conversalhadas, gaitadas, comes&bebes, jogar, dançar, paquerar, ficar, bulir. A seguir imaginar que alguns daqueles indivíduos, além de se deixarem envolver pela fuzarca, ainda se dizem atentos a sons provenientes do ambiente além das paredes do salão, extra ambiente de convivência. Evidente que alguns indivíduos não acreditarão em tal dom sobrenatural, alguns outros indivíduos ridicularizarão e, haverá também quem queira partir pras vias de fato.
Uma coisa é certa: é no salão que tudo se desenrola, tanto o paraíso como o inferno. Agora o que resulta de outros ambientes, não está realidade! Pode até passar por "percepções maiores extra sentidos", mas fica só nisso! Realidade literalmente r-e-a-l-i-d-a-d-e, neca pau!

Posted by: BiaBerna at outubro 5, 2004 05:12 PM

Já repararam que estamos constantemente com apetite? Se não por determinado objeto, por outro. Isto quer dizer que a vida é um inferno. Certo? Sim, mas apenas para quem quer. E para aquele que não depende mais do tal apetite? Então a vida é um paraíso. O inferno e o paraíso estão ambos aqui. Só é necessário escolher.

Posted by: Patrick at setembro 28, 2004 12:20 PM

Eu não acredito! Que negócio de "me esculhambar". Está-se a trocar idéias! Tira essa da cachola! A expressão "bola quicando" no futebol quer dizer que está na medida para dar um chutaço para marcar um golaço. Mas não quer dizer que a gente não jogue no mesmo time, óxente!
CM postou uma silogicidade, apanhou-se a bola bem na veia, engendrou-se outro e pimba... bem na forquilha. Isso não quer dizer que a cabeça de CM foi chutada, ou que o texto de CM foi pra lixeira!
Sugere-se que CM não deixe de ler, pois não está-se cá a jogar blá blá blá fora!

Posted by: BiaBerna at setembro 27, 2004 07:39 PM

"O post tá do jeito de bola quicando bem à frente", BiaBerna, comentário seu que começa assim não leio nenhuma letra depois, sei que é apenas seu enorme apetite em levar a sério o que não é e em me esculhambar. Hmmmm acertei?

Posted by: César Miranda at setembro 27, 2004 06:21 PM

O post tá do jeito de bola quicando bem à frente, prum tirambaço certeiro na forquilha: esse vocabulário futebolístico, emprego-o tal como o ouço, nalguns papos cabeças.

I) Ajeita-se para consistir.
Primeiro, silogismo matreiro de CM:
O prazer é alimentar um apetite,/ O inferno é um apetite jamais saciado, / O paraíso é a ausência de apetite.
Segundo, um silogismo às veras:
Prazer é alimentar apetite,/ Paraíso associa-se ao prazer,/ Paraíso é puro apetite.

II) Atenção para o que segue, ocorrerá de algum externar de careta, e algum retorcer de nariz; daqui sugere-se simplesmente não mover um músculo sequer da face.
1. No silogismo - sempre três proposições -, a última expressa conclusão, está obrigatoriamente a dar a circunstância contida no contexto, este demarcado pelas duas primeiras proposições.
2. Reparar que no segundo silogismo (às veras), o paraíso está no sentir apetite. Ora, ora... e onde é que tal acontece adoidadamente? Na Terra, uai! O paraíso está na Terra, no viver a vida! Avisei que deveria permanecer com face de esfinge! A vida é o paraíso! Coloquem suas fichas neste paraíso, rápido!
3. Reparar que no primeiro silogismo (zen de CM), o paraíso se dá onde não há apetite, então há o quê? O apetite resulta de um diferencial gerado na Vida. Então o paraíso seria fora da Vida, fora da Terra e dos engenhos humanos! Quem poria suas fichas em tal paraíso?
(ra ra rá...)

III) Propõe-se ao leitor que desanuvie, que faça movimentos de face, relaxe por um momento. Deu? Agora, ao trabalho!
1. Imaginar a flor de abacateiro, árvore de porte médio, majestosa (primavera, está com pouco verde das folhas, predomina amarelo dos cachos das flores); pode-se saborear abacate ao longo de todo o ano. Eis trecho: "... Na época do abacate o pai abria a fruta ao meio, punha açúcar, molhava com vinho do Porto e polvilhava com castanha-do-pará ralada. Os primos ingleses se assustaram. Abacate com açúcar? O pai não deixou por menos: à noite, salada de abacate para que as crianças aprendessem os costumes dos ingleses."
http://www1.uol.com.br/bibliot/charlo/apresent.htm
2. Pergunta-se, ao leitor cuja face está imóvel, meio que apatetado:: "Isso daí, não está a confirmar onde é que está o paraíso?"
(ra ra rá... ra ra rá...)

IV) Êi CM, teu zen foi pros espaços! Que peninha!

Posted by: BiaBerna at setembro 27, 2004 04:55 PM
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