Tocar trombeta para um anjo é fácil. Parece óbvio quando se imagina um anjo tocando um instrumento, que se pense que é uma trombeta ou um violino. Tocar um violoncelo, por exemplo, para um anjo seria meio chato porque voando, como eles voam, onde apoiariam o instrumento? Tem um filme do Woody Allen que o sujeito resolve tocar violoncelo em uma fanfarra e não dá muito certo na hora do desfile.
No Brasil
Muito eleitor
Pouco é leitor.
Há uma lei muçulmana que deixa o homem ter no máximo só quatro mulheres. Não é um absurdo?! E se o sujeito pular a cerca ou se apaixonar por outro harém? Coitado do cara!
Eu não tenho medo do terror. Meu medo é do medo do terror. Ter medo paralisa o amedrontado. Por isto ter medo do medo é o único medo que faz algum sentido.
Acreditar que as obras completas de Shakespeare são fruto de uma enorme coincidência cósmica exige mais fé do que acreditar que um Deus inifinitamente bom é o verdadeiro responsável.
Não leia 50 páginas por dia. Leia 50 minutos por dia. Pois é o livro que determina o ritmo da leitura.
- Pior que a tirania são certas legitimidades.
- Consegue-se aniquilar aquilo a que se odeia. Para melhorar algo, só com amor.
- Somos atores que nos preocupamos mais com o que vai pensar outro ator do que em agradar ao diretor do espetáculo.
- Curvar-se à justiça é também uma prova de amor. Rebeldia é egoísmo.
- A verdade é independente da boca que diz.
Sou alma
Depenada
Procurando
Um pouco
De corpo.
O governo dificulta sua vida até você precisar do judiciário. O judiciário lhe incomoda até você bater às portas do legislativo. O legislativo lhe ignora até você precisar do governo. O governo toma seu dinheiro a fim de poder lhe ajudar e em seguida, cria algum programa para dificultar ainda mais sua vida.
Lavar roupa todo dia não deve ser muito chato, se a lavagem for feita com esmero e cuidado e, evidentemente, se quem lava tiver alguma criatividade. Cada roupa tem uma história, casa pequena mancha remete a uma pincelada no passado do dono da roupa, pincelada que não sai com água e sabão. Em torno da roupa suja, as lavadeiras, na beira do rio, entoavam seus versos, e inspiraram pelo menos uma canção, obra-prima de Tavinho Moura. Hoje as lavadeiras chamam-se lavadoras e o som que se escuta delas é bem chato, além de serem péssimas lavadeiras. Eu, literalmente, já lavei muita roupa suja (minha) e senti um pouco quando passei a pagar para fazerem isto, pois era justamente a hora em que eu ouvia Gershwin.
ps - outro post.
Deu na Folha: “Gilberto Freyre ficou de fora da lista de mais de 2.000 títulos escolhidos para o programa governamental Fome de Livro, que vai montar mil bibliotecas pelo país afora.”(O link)
Dizer que a religião é o ópio do povo é o mesmo que comparar caviar com merda. A religião nos eleva às alturas, a droga, aos porões mais profundos e imundos.
Há mudança
Porque há tempo.
Há tempo
Porque há espaço.
Há espaço
Porque há matéria.
Há matéria
Porque há Deus.
A matéria é
A voz de Deus.
O keyseseanismo foi criado como o desfibrilador para pacientes enfartadas. Pois bem, atualmente aplicam tal técnica em todos os pacientes que aparecem pela frente. Não admira que estejam à morte.
Se o experiente é aquele que mais aprendeu com os erros, pode-se dizer que quanto mais experiente, mais inábil é. Por isto, não dê ouvido a um sujeito desses. É um incompetente!
A luz não tem nenhuma humildade. A luz brilha sem nenhuma humildade. A função da luz é entreter. A luz é um palhaço. Sem nenhuma humildade.
- Como foi seu último trabalho, pai?
- Bem, misifii, foi meio difícil, o galo não queria colaborar, mas a faca estava afiada, finalmente conseguimos tirar todo o sangue necessário para terminar o trabalho.
- Hehehe, brincadeira! Não, pai, eu me refiro ao seu último CD, “No Terreiro Com o Pai”.
- Ah, achei que era o outro trabalho. Mas isso aí é CD. CD é CD, trabalho é trabalho. Ah, o CD é o seguinte, nós chegamos lá e gravamos, tinha um galo do lado de fora que ficava cantando o tempo todo, atrapalhando nosso trabalho, quero dizer, nosso CD, mas arranjamos uma faca afiada e conseguimos o silêncio necessário para terminar o trabalho, quero dizer, o CD.
- Como foi a sua relação com os músicos dessa vez?
- Ah, dessa vez, eu tive que fazer quase tudo sozinho, os músicos ficaram lá cozinhando o galo.
Dizer besteira é uma das regalias inerentes ao exercício da inteligência.
Ele era tão preguiçoso
Parece até que imitava
O Augusto Monterroso
O desejo de acreditar não gera a fé. Ora, se assim fosse, a fé seria apenas fruto de uma submissão ao ego do fiel e não à verdade. A fé dever ser uma submissão à verdade. E o que é isto, senão uma submissão à realidade? Vou explicar um pouco. Fé é crer em algo (mesmo um absurdo) que aconteceu. Jesus fez aquele monte de milagres, morreu, ressuscitou, ficou quarenta dias com os discípulos e subiu aos céus. Ele disse que voltará e eu acredito. Isto é fé. Acreditar em alguém por causa de coisas que esse alguém fez e o credencia a prometer algo. Não há nada de irracional nisto. A fé deve ser baseada em fatos e no impacto desses fatos em nossas vidas. Esse negócio de fé cega é coisa de ignorante.
ps - veja a fita de vídeo com a aula O Advento do Cristianismo.
O prazer é alimentar um apetite.
O inferno é um apetite jamais saciado.
O paraíso é a ausência de apetite.
Sem querer pautar o bando de covardes que é nossa imprensa (o presidente em recente entrevista coletiva reclamou que foi tratado com muita bondade pelos jornalistas relativamente às perguntas amigáveis que os presentes lhe fizeram e sugeriu que na próxima vez eles sejam “mais duros”, mas duvido que esse bando de frouxos dê ouvidos ao supremo mandatário da nação, boa esta coluna),eu dizia, sem querer pautar, mas já pautando, sugiro a um jornalista que vá a uma periferia qualquer onde o programa bolsa-escola esteja funcionando direito para constatar uma coisinha interessante. Os bares cheios de gente durante o dia, todos os dias. O casal recebe cinqüenta reais por criança na escola, mais bolsa família de cem reais e uma cesta básica. Muitos decidem não trabalhar e vão para o bar jogar conversa fora enquanto as crianças estão na escola “trabalhando” para os pais. É importante salientar (e eu saliento mesmo, quando é importante) que essas pessoas não estão fazendo nada de errado. Errados são os burocratas de plantão, malditos benfeitores!
O pior cego é o cego juiz de futebol.
A Vila é um filme sobre uma tribo de brancos que vive sem contato com a civilização. A tribo acredita em coisas como utopia, que se pode apagar o passado e comprar felicidade. Indiferente aos delírios dos poderosos do local, o amor se impõe. Vá ver!
A doação de órgãos é um assunto totalmente ultrapassado nos países civilizados. No Brasil já deveríamos discutir a doação de pianos. Se alguém tiver um sobrando e em bom estado, é só me falar. A vantagem da doação de pianos é que o receptor do piano poderá recebê-lo sem o doador precisar morrer. O piano também pode ser vendido. Você pode faturar algum com o piano que tem em casa, enquanto que a venda de órgãos é terminantemente proibida pela lei brasileira. Problemas de compatibilidade também não haverá com tanta freqüência. Se o piano couber na casa do receptor, pronto, está doado, sem problemas. E, mais importante, a família não tem que concordar coisa nenhuma, o piano é seu, você dá para quem quiser. É, pois, um sistema muito mais prático do que a ultrapassada doação de órgãos. No Brasil como sempre, a agenda está sempre passos atrás do primeiro mundo. Aposto que no Japão já se discute a doação de sintetizadores Yamaha. Um dia chegaremos lá.
Muito discurso de "liberté, égalité et fraternité" e pouca prática de "laissez-faire, laissez-passez", um dos males do mundo é.
Pobre come ovo com farinha, farinha com dendê, torresmo com farinha, isto no café da manhã. Pobre desde que nasce come buchada, tripa de porco, fussura, rabada, mocotó, tutano, chouriço, sarapatel e afins. Resultado, se o sujeito não morrer empanzinado, cresce com saúde de fera. Já o rico come um monte de coisinhas delicadas como endívia, chicória, radicchio. Filho de rico é criado longe do pó da terra, longe dos mosquitos e da lama. É criado, o riquinho, comendo papinhas finas. Ser pobre é melhor para a saúde, um rico não vai muito longe comendo essas delicadezas, logo está alérgico às comidas normais. É comum encontrar pobre que jamais foi a um médico. Não precisa. Já os ricos, não saem dos consultórios, também com o preço das consultas.
Um guerreiro tem horríveis pesadelos
Um guerreiro não suporta vídeo game
Um guerreiro tem o tempo a assombrá-lo
Um guerreiro é um ser ultrapassado
O pior cego é o cego ressentido: “eu mato esse povo que enxerga, sujeitinhos insuportáveis!”. Daí para virar vereador, defendendo a causa cega, é um passo. E faz seu discurso: “Companheiros cegos, o microfone tá aqui?! O microfone tá aqui?! Onde está o microfone, seus palhaços, você não se enxergam não?!”
Alguém que acredita que pode ajudar o povo servindo-se da política é no mínimo um simplório. Um político se for extremamente ágil conseguirá ajudar no máximo a um cunhado, mais do que isto já sai inapelavelmente de sua órbita. Outra pessoa, por exemplo, quem trabalha num Banco, o faz claramente para ajudar a si próprio e aos seus familiares. Isto não inclui, evidentemente, dar algum desfalque ao banco. O empregado do Banco trabalha para atender excelentemente aos clientes do Banco. Só um político trabalha para todos. Seu ato é vão, posto que é impossível agradar a todos, então ele cuida de trabalhar apenas para os seus, como o funcionário do Banco. A diferença é que o político é um caixa de banco que tem o poder de pilhar o Banco legalmente.
Lady Cotas incentiva os morenos filhos de brancos e pretos (ou vice-versa) a renegar seu sangue branco e a mama Europa. Influenciados pela Lady, os morenos morrem de vergonha do pai (ou mãe) branco que têm. Isto pode significar perder a vaga na faculdade ou ser ridicularizado na galera do rap. O pai (ou mãe) branco passa pelo filho fingindo que não o vê enquanto limpa a lágrima que cai. Quem mandou ser branco?! A filha grávida reza para que o filho não nasça com o olho azul do pai, isto seria o fim da ONG Orgulho Negro que ela abriu. Lady Cotas sorri feliz. O menino moreno quase preto, cuja mãe é branca, adora uma garota branca (Freud explica, porque lembra da mãe) e é criticado por todos que o chamam de preconceituoso contra sua raça (ele diz, “minha mãe é branca, minha raça são brancos e pretos”), sua irmã, quase branca, que namora um menino preto não ouve nenhuma crítica dos brancos por negar a raça. Lady Cotas sorri.
O Estado faz muito bem coisas como prender as pessoas, tomar seu dinheiro com os impostos, condenar, perseguir, etc. Para coisas boas é totalmente inábil, sobretudo porque não é mesmo seu papel. Logo, devemos deixar que o Estado se relacione apenas com quem merece uns açoites. Uma coisa que o Estado faz muito bem: gulags.
Essa idéia esquerdista de que o Estado deveria controlar o mercado é mesmo genial. Deveria controlar as leis matemáticas também. Por exemplo, por que 2 + 2 = 4 ?! Só quatro?! É muito pouco, num é?! E a hipotenusa?! Aquilo lá é um acinte! É uma anarquia isto tudo. Nada como a mão poderosa e onipresente do Estado para corrigir tais abusos.
Pessoas bonitas não têm muita força, por isto quando querem fazer algo que exija força física, elas fazem caretas. Assim, feias por um segundo, têm forças para abrir o vidro de conserva ou tirar a rolha da garrafa de vinho. Há algumas, porém, que de tão lindas, nem com toda careta do mundo conseguem força suficiente para destampar qualquer coisa. Então, desistem e passam a tarefa para um homem.
Adão, o primeiro homem, chega em casa depois de um cansativo dia de trabalho e desabafa:
- É difícil essa situação, tô morto de cansado, trabalhei demais hoje, já pensou se você não tivesse...
Eva o interrompe:
- Você não vai falar de novo daquela maldita maçã, não é?!? Eu não agüento mais você me jogar na cara essa história há mais de 50 anos...
- Ah, mas a culpa foi sua mesmo, fazer o quê?!
- !!!!!!!!! - responde Eva.
Mal sabia ela que eles viveriam ainda mais uns 800 anos, segundo o Gênesis.
Se você se ofender a si próprio e tratar a si mesmo muito mal e se depois disto, você não se perdoar, Deus também não o fará.
11 - Quem mais ataca o capitalismo é um de seus maiores beneficiados, a classe média.
12 - No capitalismo a diferença entre um rico e um pobre é que o rico tem uma Ferrari e o pobre tem um Chevrolet. Os dois carros, igualmente, levam seus donos aonde quiserem ir.
13 – No mercado, o rei é o consumidor e TODOS são consumidores, não há mais perfeita distribuição de poderes;
14 - Quem pagou a produção d’A Paixão de Cristo foi o público, que pagou o ingresso. O Mel Gibson apenas arriscou 30 milhões de dólares no projeto. Poderia ter perdido essa mixaria, como muitos foram à falência porque o rei-cliente não quis seu produto.
15 – Ao poupar, seu dinheiro será emprestado a um empreendedor para que ele monte um negócio que, para obter sucesso, deverá obrigatoriamente agradar aos reis-clientes, pessoas como você, o poupador (isto de fato só vale para países decentes, no Brasil – que é “descente” - o governo pega o dinheiro de sua poupança e rola sua - dele - incomensurável dívida).
Vão os monges budistas com suas espingardas, loucos para atingir o nirvana.
O Mercosul com um “S” só, escrito desse jeito, a pronúncia não deveria ser Mercozul, como em “coser” ou “usura” ou “rosa”, por exemplo?! Olha a ortoépia aí, gente! Pois bem, o Mercosul é a verdadeira Cooperativa de Mendigos que sugeri um dia desses. Deveria se chamar MENDICOOPER. E ninguém para me dizer, “mas essa cooperativa de mendigos, já existe, César, é o Mercozul”.
ps – veja o post sobre os mendigos: INSTITUCIONALIZAR-SE.
Eis uma grande bênção:
Amar à primeira vista
Alguém de segunda mão!
Não existe caminho difícil, foi você que bebeu pouco.
Parece que Aristóteles não tinha muito que fazer. Imaginem vocês que ele escreveu um livro chamado “problemas”, um catatau onde o filósofo macedônico fazia perguntas, só perguntas, centenas delas. Encontrei um dia desses, esse livro aí acima, que se trata de excertos da obra Problemas, só com a parte sobre música. Dentre tais “problemas”, eis um exemplo, “por que, na oitava, o grave produz um som antifônico do agudo, mas o agudo não produz o daquele?”. Taí uma questão que já me tirou muitas noites de sono. Quer outra? “por que os nomos não eram compostos de antístrofes, como outras canções corais?”. Putz, por que será mesmo hein?! E mais, “por que a consonância de oitava é cantada como uma só nota”? Por que, meu Deus, por quê?! E por aí vai, são cinqüenta problemas altamente relevantes para aqueles que matutam sobre a música. Esse Ari era mesmo um estagirita peripatético.
ps - mais: Aristóteles.
Fale sobre o trânsito em julgado:
O trânsito em Julgado eu não sei, mas o trânsito em Goiânia é terrível. Os caras são barbeiros demais da conta.
Quem escreve corretamente. Assim, bem direitinho. Sem nenhum erro e manda um livro perfeitamente bem escritinho para uma editora. Alguém assim periga ser contratado como revisor. A partir daí, vai revisar os livros cheios de erros, escritos por escritores não tão preocupados em escrever direitinho, afinal para esses errinhos à toa, existem revisores que sonham em ser escritores só porque escrevem corretamente. "Esse menino é tão bom de português, quando crescer vai ser escritor". Conversa, quando crescer, vai ser revisor, escritor vai ser o outro menino estranho ali.
- Olha, chegou um email aí e quero a resposta para ontem, hein?!
Você responde:
- Então, já respondi, chefe, as coisas de ontem todas eu já fiz, ontem mesmo.
Perdoar o inimigo. É infalível! Quem perdoa aniquila qualquer briga.
É isto aqui.
DGR é um mestre na arte dobrar papéis e dar nó em cabeças.
- O casamento é um dos disfarces do celibato.
- Todo eleitor é uma loira.
- Ninguém pede para nascer porque antes de nascer a gente não fala ainda.
- OPI – Omissão Parlamentar de Inquérito.
- Essas reuniões do G-7, G-8 e agora tem o G-77, só parece coisa de baitola.
Desejo é o que o amante sente. O canibal tem apetite. O que não impede que os dois comam a mesma criatura.
Se Maomé não for à montanha e a montanha não for a Maomé, os muçulmanos terroristas darão um jeito nesse monte de terra infiel! Ela que não se faça de besta!
"Ter espelho em casa" significa ter amigos que nos dê uma sacudida a fim de evitar o papel ridículo que estamos sempre na iminência de fazer. Alguém que nos pergunte de vez em quando:
“Endoidou?!”
Hoje quase todos somos bebês chorões. Um pato nasce e sai nadando, um bezerro nasce sai mamando sozinho. Nós nascemos, abrimos um berreiro e vivemos até o fim como bebês chorões. Isto é o ser humano de Rousseau, que acreditava que o ser humano é o supra-sumo e que a sociedade é terrível, quando é justamente o contrário, não que a sociedade seja o supra-sumo, mas sem ela e seus enquadramentos seríamos todos umas bestas se devorando. O homem bebê-chorão sabe que a coisa mais importante é seu "sentimento", que deve deixar de lado a razão e ouvir a sua essência animal, pois as informações, segundo sua linha de pensamento, chegam primeiramente ao sentimento e só depois à razão. O problema é que ninguém lembra mais de recorrer à razão e entronizam o sentimento como seu único deus. Então surgem frases do tipo "não brinque com meus sentimentos", "faço isto porque me sinto bem". Quem se agarra aos sentimentos e despreza a razão, dificilmente descobrirá que há algo superior à razão sim, mas não é o sentimento. Há uma coisa chamada "entendimento", que deve estar acima da razão em nossas vidas. O que vem a ser isto? "O temor de Deus é o princípio de toda a sabedoria." O entendimento é viver conforme a vontade de Deus, não a sua. Isto consiste em fazer o que é certo mesmo que doa. É ser verdadeiro, mesmo que se fira. É amar, mesmo que sofra. Viver assim é deixar de ser bebê chorão. O homem bebê chorão é o ser ressentido. É o cara que é por obrigação politizado. Cita Brecht com a boca cheia, principalmente aquele poema do analfabeto político, que o crápula do Bertoldo escreveu. Todo político é um bebê chorão. Ser ressentido é um pressuposto para se ser político. Não é coincidência, todos os políticos são filhos de Rousseau, que é pai também de todas as tiranias modernas. É uma figura freudiana o bebê chorão, sempre reclamando do que sua mãe ou seu pai ou seu tio ou seu irmão mais velho fizeram com ele. Durma-se com um barulho desses, de bilhões de bebês chorões reclamando o quanto são infelizes no seu pé-de-ouvido.
Cada expectativa de direitos anseia por virar Direito. Todo Direito sonha em ser Direito Adquirido, daquele tipo que nem Deus pode tomar. Quem hoje tem direito a uma alegria fugaz, daqui a pouco, acha pouco e a transforma em uma ofegante epidemia. E hoje o carnaval é o ano inteiro, no país inteiro. Dormia a nossa pátria mãe, tão distraída. De repente acorda e pega a sambar o carnaval o perenemente e a clamar por mais feriados e mais dinheiro do tesouro para bancar a festa. Ações pueris de um bando de folgados que acham bonito dizer que vive em um sanatório geral. Se sambar é bom, sambar o tempo inteiro é ainda melhor, assim raciocinam. Engano. Sambar é bom justamente por que é uma alegria fugaz. Um samba eterno é a verdadeira evolução da escravidão. A evolução da liberdade até o dia clarear é acordar de manhã cedo e ir para o trabalho produzir alguma coisa para o seu semelhante e se realizar com isto. Quem vive assim, pode dizer no final do dia, "ai, que vida boa, olerê, ai, que vida boa, olará". Sem estandarte de sanatório geral nenhum.
Antigamente as pessoas
Aprendiam a ler e escrever
Hoje elas aprendem a ler
E a dar o Ctrl C e Ctrl V
Millôr de volta à Revista Veja. É como se o Pelé fosse contratado por um time. A diferença é que Millôr é o Pelé dos áureos tempos há mais de 50 anos.
Registre-se então nos anais desta casa que em tarde varrida pela secura do cerrado, criou-se o termo “Síndrome de Olga" por César Miranda, termo devidamente definido por Zé Rodrix como sendo "a paixão da espiã pelo espionado ou vice-versa". O termo é alusivo à paixão carnal da espiã Olga Benário pelo espionado Luís Carlos Prestes, no Brasil na década de 30, fato ocorrido bem antes da famosa Síndrome de Estocolmo (1973).
Esse negócio de imposto é assim:
- O governo tira com a mão e não dá com a outra.
- Sonegar não é só negar, há que se comprar algumas notas fiscais também.
- Coçar e sonegar é só começar.
- O governo impõe e você sonega.
- O governo morre de rir na sua cara e lhe chama de viado só por causa da malha fina que lhe caiu muito bem.
- Trata-se de uma lógica onde a dedução não leva à certeza e sim à sonegação.
FDR is a masterpieces factory.
Todo mundo é capitalista, queira ou não queira. Todo mundo quer receber por aquilo que produz e poder comprar o que lhe agrada.
Quem mora no céu, não tem nada do que reclamar. Já o inferno, até o diabo, o dono do pedaço, acha chato, um verdadeiro inferno aquilo lá.
1.A pele é uma casca de nós.
2.Minha ambição é preguiçosa. Minha preguiça ambiciona só uma rede.
3.O peixe acordou do sono em que estava mergulhado.
4.Dou duro para agradar minha preguiça.
5.Falam mal do governo, mas ele é tão pacífico, não dá trabalho para ninguém.
6.Não faça promessas compridas.
7.Mentir para político é como roubar de ladrão.
8.Desenhar com o lado direito do cérebro é algo como pensar com a mão esquerda.
9.“No smoking, Não fume” significa que se você estiver vestido de smoking não deve fumar.
10.Pra meio entendedor boa palavra bosta. Basta, besta!
11.Quase tudo depende de uma coisa só: quanto você tem para gastar?
12.Muitos dorminhocos se dizem sonhadores.
As regras astrológicas só valem para o ser humano?! Ou valem também para os outros animais? Um escorpião, o bicho não o signo, por exemplo, que tenha o sol em gêmeos e o ascendente em virgem, é mais inteligente do que a média? Os caranguejos de câncer são duplamente simpáticos? Qual é o signo de uma galinha, quando a mãe bota o ovo ou quando a casca rompe?E os touros de touro, não há quem agüente? E o que dizer dos peixes de aquário? É um signo ou um azar danado?!
Ou a definição de homem para o astrólogo é "um animal que tem signo"?
ps - Leia a crônica Quando a luz dos olhos teus resolvem me encontrar by Cláudia Letti e veja a fonte de minhas indagações.
pps - Leia o Pedro também, nO Indívíduo e na Astrologia Tradicional.
O Bolero de Ravel e Pour Elise de Beethoven são exemplos de piores músicas de um compositor que são ao mesmo tempo as mais populares. São como a Conceição do Cauby. São ruins porque são populares ou vice-versa?
Tentou, debalde, tirar a água de balde.
A canção morreu, disse o Tinhorão na Folha. Talvez tenha morrido a moral da canção nestes tempos. Estes não são tempos de canções perenes. Só vive de canção hoje os compositores de grandes sucessos do passado ou quem faz canções descartáveis. Qual será a última canção minimamente perene feita? Beatriz? Tocando em Frente? São canções com quase 20 anos. Mas não se pode simplesmente dizer que a canção morreu quando se ouve, por exemplo, as canções de Vander Lee ou de Moacyr Luz, compositores na plena atividade de fazer canções. Quer dizer, morta a canção não está. Algumas estão apenas quase mudas. Quem calou essas canções? Será que o jabá funcionaria com canções que as pessoas realmente detestassem? Ou mesmo na indústria do jabá não haveria ali uma disposição em agradar aos ouvidos dos ouvintes? Alguém compraria abadás em 12 vezes pelo cartão para seguir um trio elétrico que tocasse canções que ele odeia? Encheriam os rodeios para ouvir breganejos se as canções realmente desagradassem aos ouvidos? Não se pode subestimar o gosto de quem consome a música descartável e reduzir tudo ao poder de quem compra espaço no rádio e à submissão de quem vende esse espaço. E se tipificassem essa prática como criminosa (no intuito de "elevar" o nível músical das rádios) e os ouvintes continuassem a pedir as mesmíssimas canções?! Seria divertido.
Será que mão gosta de sermão?
Será que esta gosta de seresta?
Será que pente gosta de serpente?
Será que viço gosta de serviço?
Será que vidão gosta de servidão?
Será que vil gosta de servil?
Será que a Tina gosta de ceratina?
Será que nada gosta de cernada?
Será que Val gosta de cerval?
Será que Veja gosta de cerveja?
Depende, num é?
É natural que um naturalista veja a natureza como suprema. Já um especialista em cérebro, dirá o mesmo do importantíssimo órgão. São ateus elegendo seus deuses favoritos. Para um neurocientista tudo o que sentimos e vivemos se dá graças às funções do cérebro. Um gastroentereologista poderia muito bem desenvolver a tese da supremacia do estômago. Diria ele que o cérebro inclusive existe porque o estômago o engendrou a fim de se alimentar com mais facilidade, afinal de contas as espécies mais elementares como os vermes são quase só estômago. Talvez ninguém desse ouvidos a uma tese de um especialista em estômago, já quando é um neurocientista falando, aí a coisa muda de figura e ganha ares de verdade da qual a ciência se arvora portadora.
Ruy Goiaba é um fruto do futuro, do tempo em que as frutos falarão e darão bons frutos.
Já não me assusto com o inesperado. Fico é ali, o tempo todo, esperando pelas surpresas da vida. Às vezes, para surpresa minha, tomo um enorme susto quando, sem avisar, nada acontece. Fico muito sobressalto, com as mãos trêmulas com o fato surpreendente de que nada aconteceu. Nessas horas, canto "eu e a brisa", que é aquela canção que diz que "talvez quem sabe, o inesperado faça uma surpresa". Canto e rio, porque a mim, o inesperado não causa surpresa nenhuma.
A palavra é prata.
O silêncio é ouro.
De bronze então,
É a canção.
Aprender a morrer é aprender a viver.
Filosofar é aprender a morrer.
Filosofar é aprender a viver.
Filosofar é aprender.
Aprender a filosofar é aprender a viver.
Aprender a filosofar é aprender morrer
Aprender a viver é aprender a morrer.
Etc.
Assim como a beleza está nos olhos de quem vê, a sabedoria também está nos ouvidos de quem escuta e o sabor na língua que lambe.
Eu vi um peixe pescando
Na beira de uma piscina
Cheia de gente nadando.
- Não se entra duas vezes no mesmo rio. Na próxima vez haverá coliformes fecais.
- Não se viaja ao Rio duas vezes.
Minha terra tem cachoeiras
Cascatas, cinismos e falsidades
Minha terra tem muitos rios
Cataratas e glaucomas
Tem araras e cabides
Tem comadres e penicos
Brasílias, fuscas e corcéis
Minha terra tem Palmeiras
Vascos e Pontes Pretas
Elevados e viadutos
Tom Jobim, Cumbica e Vira-Copos
Minha terra tem Graça, Rosa
Machado, Foice e Cutelo
Millôr, Jaguar e Audi A3
Minha terra tem forró,
Samba, choro, soluços e gritarias
Jongo, coco, maxixe e quiabos
Laranja, bananas e desaforos
Portelas, mangueiras e jabuticabeiras
Ave Maria, Pai-Nosso e Deus me livre
Guerra Peixe, Paz, boi e galinhas
Villa-Lobos, bairros e lobisomens
Maconha, cocaína, heroínas
E nenhum herói.
Minha terra tem jumentos
Minha terra tem
Zabumba, pandeiro, triângulo
E polígonos da seca
Minha terra tem aposentadorias e direitos adquiridos
Cascalho, bufunfa, gaita e foles de oito baixo
Emas, lulas, povos e arrasta-pé.
É assim que minha terra é.
- Masoquismo é a única explicação para um brasileiro ser patriota (como torcer nas olimpíadas, por exemplo).
- No Brasil a democracia é monarquista. Quanto mais eleições temos, mais os mesmos se perpetuam no poder.
- No Brasil as pessoas têm orgulho de não ter vergonha na cara
- A Parceria Público-Privada é só mais um meio do Governo mandar o público ir à merda.
O Brasil é um país de masoquistas. Os sádicos entram para a política e se divertem. Quem não é masoquista sofre sem nenhum prazer. O remédio no Brasil é ser masoquista, pois os sádicos estão no poder. Talvez algo mude quando o povo não for mais masoquista.
Bertrand Russell dizia que em uma sociedade é mais vantajoso para o indivíduo que todos sejam honestos e apenas ele (o indivíduo, não Lord Russell) ladrão, pois ele roubaria de todos e ninguém o roubaria, porém, para o bem de toda a sociedade, o melhor é que todos sejam honestos. No Brasil ocorre uma possibilidade que BR não previu. Trata-se, este país, de uma sociedade de contraventores e malandros de toda gama. Os poucos honestos, certinhos, são tidos como otários e não raro maldizem a própria correição. Assim, isto aqui é um inferno, para todos. Sorte têm, os masoquistas.
O que não tem governo
Nem nunca terá
O que não tem vergonha
Nem nunca terá
O que não tem juízo
(todo mundo cantando!)
Escrevo para aprender, não para ensinar.
Radamanto é, Ave-Maria, um flagelo cheio de graça.
Será que as pessoas que vão para o inferno têm pelo menos direito a psicólogos? Não dá para viver em um lugar daqueles, aquilo lá é um inferno.
- Pai – diz a filha – estou grávida.
- Você só tem 14 anos, que coisa mais absurda!
- Ah, pai, já tá feita a coisa. E se for menina se chamará Sofia. O que o senhor acha?
- Sofia?! Não sei não, acho melhor escolher outro nome mais adequado, como será “burrice” em grego?
O melhor regime é aquele impossível de ser burlado. Aquele que lhe faça passar fome inapelavelmente. Logo, o melhor regime para emagrecer é o regime comunista. Os americanos, por exemplo, estão quase todos morbidamente obesos. Capitalismo engorda!
Se você é um artista popular conhecido, compreendido e apreciado pelo grande público, das duas, uma: ou você baixou o nível para agradar o povão, logo, é um reles caça-níquel ou então precisa estudar mais, pois, é apenas um cego guiando cegos. O palhaço de circo é um artista popular e vice-versa. A arte deveria soar meio hermética até para o artista, isto é, conceba uma arte que possa ser maior do que você mesmo, senão não está se esforçando suficientemente. Passe o pincel para a outra mão, vai. Quem fala a língua do povo, não é artista, é povo.
A existência dos árabes (e a infindável luta entre eles e os judeus) se deve a Sara, que quis “ajudar” Deus quando Ele prometeu um filho a Abraão e a Abraão que deu ouvidos à mulher e fecundou sua escrava africana, mãe de Ismael, ancestral dos árabes. Deus não precisa de sua ajuda, quando Ele fizer uma promessa, confie e fica na sua.
ps - Não acho lamentável esse fato decorrente da desobediência de Sara. O povo árabe é maravilhoso. A mistura de judeu com africano deu um povo quente, realmente quente, acuse o povo árabe de qualquer coisa, menos de frieza, que é um defeito grave.
Espírito olímpico é o nome da assombração que apareceu para o Honorato, para o Bimba, para a Daiane, para toda a equipe de Volei feminino e para outros menos votados atletas brasileiros na noite anterior às provas decisivas. Eles morrem de medo de espírito olímpico desde que eram criancinhas. Sugiro que na próxima olimpíada, levem um pai-de-santo para espantar o tal espírito olímpico, que é pru mode os mizifios ganhá mais arguãns medáia.
Voffê
Diff
Não
Eu
Digo
Fim.
Conheça-te a ti mesmo, mas imite o Cristo.
Se Deus fosse a favor do homossexualismo, em vez de fazer Adão e Eva teria feito Adão e Elvis.