Ele dizia “bom dia, o caralho!”, “vá a merda!”, “detestei a piada!”, “larga de ser burro!”, “presta atenção, jumenta!”, “como você é feia, minha filha!”, “fala mais baixo, seu mal educado!”. Ninguém gostava dele. Era sincero demais, mal educado de tão sincero. Era tão sincero que todas as suas frases terminavam com um ponto de exclamação. Dizia “basta fingir em minha profissão, não vou ser ator na vida também nem que me matem!”. ! ! ! ! (isto era ele respirando).
Posted by César Miranda at maio 28, 2004 07:46 AMCarlo Buzzatti, obrigado pela visita. Lembro de quando eu era adolescente e li “O dia em que comeram o ministro”, dali já fui com a cara do escritor.
Posted by: César Miranda at maio 30, 2004 12:08 PMMUITO BOM ! ELE RESPIRANDO FOI DEMAIS. IMAGINO UM CARA VELHO. ALGUNS VELHOS FICAM RANZINZAS PORQUE SÃO SOVINAS COM A POUCA VIDA QUE LHES RESTA. CARLO BUZZATTI.
Posted by: www.faustowolff.org at maio 29, 2004 10:47 PMMuita sinceridade é falta de educação. Esse ator do conto é um mal educado. Ser educado não é impeditivo para ser sincero. Qualquer coisa pode
ser dita educadamente, até mandar alguém para aquele lugar. Quem é mal educado corre sério risco de ficar sem amigo, isto sim, uma catástrofe. Há o extremo. Gente educada demais que acaba também sendo chata. O que se passa nos corações, não sabemos. Alguém pode ser educada por motivos inconfessáveis e torpes e alguém pode ser mal educado por motivos perfeitamente justificáveis (uma dor de cabeça, por exemplo). Não julguemos, amemos!
Love is the answer. Pela lente do amor...
Eu decidi fazer análise quando vi que não seria bem vista nesse mundo se não fosse tão cínica quanto o suficiente pra ser feliz. Decididamente não estou disposta. Dizem que a idade vai mudar isso em mim, por isso quero morrer antes que o sistema me abdusa. De verdade.
Posted by: Kritz at maio 28, 2004 03:51 PM- Conta uma piada, (humorista)!
- Piada é trabalho, não faço de graça...