
Vinha voando no meu carro quando vi pela frente. Quer dizer, não vi. Era um buraco. Brasília está cheia de buracos. Com o solavanco, meu discman que tocava "passaredo", parou de tocar. Enquanto eu acariciava o aparelho no afã de que ele voltasse a funcionar, cantava na minha cabeça a voz do Chico "pra mim", "pra mim", "pra mim". É assim que começa a canção "basta um dia", "pra mim, basta um dia, não mais que um dia". Explico-me. No álbum “meus caros amigos”, depois de “passaredo” vem a música "basta um dia". Sempre que ouço "passaredo" em uma rádio, quando a música termina, eu canto "pra mim, basta um dia, não mais que um dia, um meio dia. Me dá, só um dia, que eu faço desatar, a minha fan-ta-sia, só um...".É assim um álbum. Um álbum, desses bem feitos, não é a simples gravação de um monte de músicas, isto são as coletâneas ou álbuns baratos. As canções de um bom álbum são os versos de uma sinfonia. Um bom álbum é, na verdade, uma única canção.
Posted by César Miranda at maio 17, 2004 06:28 PMAlfredo, é uma honra receber um comentário seu.
Um grande abraço, Chico.
Perfeito.
Posted by: Chico at maio 18, 2004 02:02 PMConcordo muito. Muitos discos bons são bons, freqüentemente, também porque têm uma seqüência sábia e um casamento feliz das faixas. Não que isto seja obrigatório, naturalmente.
Posted by: Alfredo at maio 17, 2004 10:29 PM