"O brasileiro é o povo mais burro e pretensioso das Américas, governado pelos políticos mais fingidos e inconseqüentes do Hemisfério Ocidental, instruído pelos pseudo-intelectuais mais ignorantes e tagarelas do universo. É por isso que aqui, mais que em qualquer outro lugar do mundo, o futuro a Deus pertence." Olavo de Carvalho
Posted by César Miranda at abril 30, 2004 07:18 PMRodrigo, entendo perfeitamente sua posição. Qualquer frase generalista como essa do professor é uma faca de dois gumes. Assinando embaixo,
como digo que fiz, me ponho já, de público, dentre esse povo mais burro do mundo, afinal sou brasileiro. Paciência. Nobody is perfect, traduzindo, nenhum bode é perfeito. O Millôr (sempre ele) gosta depois de dizer uma frase generalizante, "mais eu não". Só nos resta isto mesmo. "O brasileiro é o povo mais burro do mundo, mas eu não", enfim, só um humorista pode dizer algo assim. Se eu sou tudo isto, brasileiro, humorista e burro, bien sur, tento a cada dia ser mais uma coisa e menos outra. Ser
brasileiro infelizmente não coube a mim decidir. Ser brasileiro se é algo emburrante é também algo humoristicante, uma coisa compensa a outra. Difícil mesmo deve ser ser filósofo e santo no Brasil. Muito me honra sua presença aqui. Um grande abraço.
César,
Nunca tive melhor professor do que o Olavo em toda minha vida. As críticas dele ao Brasil são via de regra irrespondíveis. Mas concordo com o Rodrigo (embora em absoluto tencione "defender o meu país" ): esses rompantes dele não levam a nada de bom. Abraço.
Posted by: Marcio Hack at maio 6, 2004 11:44 PMPrezado César,
Mostrar um problema é uma coisa, maledicência é outra. Dizer que "o povo brasileiro é o mais burro do mundo" não é mostrar problema nenhum, é maledicência, exercício de baixa retórica, conversa de comadres. Maledicência é sempre vício, nunca é virtude. É como o homicídio do inocente: continua sendo pecado, mesmo se feito com boa intenção. Não me importo com as intenções do Sr. Olavo, que só Deus pode conhecer, mas com os efeitos públicos de seus atos. Faço minhas as suas palavras, quando diz que é preciso reclamar quando isto configura uma procura da verdade. Nisto estamos inteiramente de acordo. Pode acreditar, só fiz essa intervenção a respeito da frase do Olavo, porque me senti no dever de defender a honra do meu País, e que estaria me omitindo em meus deveres para com ele se não o fizesse. O Prof. Olavo de Carvalho escreveu uma frase extremamente infeliz e não vou dourar a pílula. Isso, todavia, não tira os méritos que ele tem.
Um abraço fraterno
de seu cotidiano leitor,
Rodrigo R. Pedroso.
Rodrigo, falar mal da própria pátria é um vício em todo lugar onde exista liberdade. Os americanos falam mais mal dos EUA do que o resto do mundo junto. Já os iraquianos antes do Sadamm cair o elegeram com 100% dos votos. Todo governo tem falhas, todo e qualquer problema visto deve ser mostrado por quem o vê. A crítica generalizada que o Professor Olavo faz nesse post é uma síntese de vários de seus textos. Ah, e tem aquela frase do Millôr, "jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados". Outra coisa, Rodrigo, há mesmo pessoas que gostam de odiar. Não dá para saber se uma figura pública está falando mal de algo por vício ou por virtude. Isto talvez só OdeC saiba sobre si mesmo. E quando ele for para o paraíso continuará descendo o pau naquele lugar lá e acusará a eternidade de estar "infestada de comunista". Não se sabe. Devemos reclamar sim com razão quando isto não se configurar apenas em amargor em nossa alma mas em uma procura da verdade, sob o risco de omissão se assim não o fizermos.
Posted by: César Miranda at maio 5, 2004 08:32 AMPrezados amigos,
Eu também aprendi muito com Olavo, reconheço e não vou negar. Agora, não é por isso que vou fechar os olhos para as mancadas dele -- aliás, acho que isso também aprendi com ele. O que eu disse, e repito, é que falar mal do Brasil não ajuda em nada, é mero exercício de maledicência -- aliás, falar mal da própria Pátria é um vício nacional, que parece que herdamos dos portugueses. Na minha modesta opinião, preferiria que o Prof. Olavo desse sua contribuição para nos corrigir desse vício, do que servir de mau exemplo. Ademais, os qualificativos que ele põe no aforismo são evidentemente exagerados e, portanto, injustos. Creio que somos menos pretensiosos que os argentinos e, graças a Deus, temos muitos intelectuais sérios, mesmo nas Universidades, que fazem gloriosa exceção às Chauís e aos Saders da vida. O problema não é que eles não existem, mas que os holofotes não estão sobre eles.
Que fique bem claro que a minha intenção não era atacar o Olavo, ainda mais que nada ganho com isso, mas defender o Brasil, que é o meu país, e não tenho outro.
Um abraço a todos,
Rodrigo R. Pedroso.
Posted by: Rodrigo R. Pedroso at maio 4, 2004 10:45 AMRodrigo, devo muito do que sei ao Olavo. E acho que ele faz o que é possível. Para mim, é muito.
Posted by: André at maio 3, 2004 08:56 PMRodrigo, você acha que o Professor Olavo (do qual tenho visto as aulas de filosofia em vídeo absolutamente excelentes) estaria se colocando
fora de sua afirmação? Acho que não. Seria falta da auto referência, que ele tanto condena. Afirmar o contrário, o Brasil tem gente maravilhosa,
políticos excelente, etc e isto também não vai ajudar em nada. OdeC, como professor de filosofia e estudioso de religião comparada, já prestou
a mim, gratuitamente, inestimáveis serviços. Não sei o quanto isto é bom para o Brasil. Aristóteles também só dava aulas. Sócrates só falava no meio da rua, o Estado inclusive o matou. Guardemos as devidas proporções, Olavo não é Platão nem o Brasil é a Grécia clássica nem eu sou olavete.
Acho que falar mal do Brasil (como, aliás, de qualquer pessoa), não ajuda em nada. Antes de meter o pau em seu país, as pessoas devem fazer um exame de consciência e verificarem o que fizeram por ele. E pergunto, que os olavetes me perdoem, mas que serviços relevantes o Sr. Olavo de Carvalho prestou concretamente à nossa Pátria (que não tem culpa dos maus filhos que tem)? Se São Dionísio Areopagita dizia que provar que os outros estão errados não prova que temos razão, digo que xingar os outros não prova que temos virtude.
Posted by: Rodrigo R. Pedroso at maio 3, 2004 11:59 AMCésar, especificamente no atual momento.
Um abraço.