março 18, 2004

TERRORISTAS APRENDEM... (ou O POVO BURRO E COVARDE ENSINA?!)

O que aconteceu na Espanha foi um divisor de águas. Vai mudar a maneira como a Al Qaeda pensa o mundo. (David Brooks, NYT)

Os terroristas árabes – e resto do mundo - aprenderam com os espanhóis que basta matar covardemente umas duzentas pessoas, que a população põe o rabo entre as pernas e elege democraticamente o político que prometer tratar terroristas com amor (um desrespeito à memória das vítimas, como bem lembrou o Prof. Nivaldo Cordeiro). Tá na hora de se fazer piada de espanhol... Vamos ver se os americanos votarão em quem adora terrorista... Quem adora terrorista, aliás, é geralmente responsável também por política econômica que leva nações à ruína. Não é coincidência. Bin Laden deve estar feliz com o povo espanhol. Ou com o mundo inteiro, pois 99,9999% da humanidade torce pelo Bin Laden. Que mundo este nosso!!!!!!!!!!!

ps – em 1998 terroristas da mesma laia dos do 11/09 atacaram duas embaixadas americanas e o pacífico Clinton estava mais preocupado em comer estagiárias...
pps- uma guerra preventiva contra Hitler em 35/36 e não teríamos tido a segunda guerra, mas a França é tão pacifista, se Churchill propusesse provavelmente os franceses recusariam...
ppps – nem toda guerra é ruim e nem toda paz é boa.
ppps – mesmo que os atentados tenham sido obra do ETA, a tese é a mesma, já sabem como ganhar uma eleição na Espanha.

Posted by César Miranda at março 18, 2004 09:21 PM
Comments

Imagina, Adalba, nossa amizade encontra-se postada em bases sólidas, nem se cogitando a idéia de se afetar por manifestações divergentes em um post. Está aceito o convite, mas ele não quita promessa anterior do bate-papo à beira do fogão à lenha.

Posted by: 0!/\@|£ at março 24, 2004 12:22 PM

Amigos Flávio Godinho e César,
Vejo que a temperatura subiu com este post.
Nós que nos conhecemos há muito tempo, sabemos que nada disso pode (nem deve) afetar nossa fraterna amizade.
Quanto a tudo isso, me sinto como o "Homem que Foi Quinta-Feira", e lendo o Chesterton vou-me educando para os próximos embates.
Precisamos nos reencontra lá na Blend e os "puros" nos deixarão, com certeza, calminhos para o debate.
Boa semana e o fraterno abraço do
BetoQ
(Zadig)

Posted by: Zadig at março 22, 2004 01:43 PM

Primeiramente, respondo ao Flamarion e espero que ele igualmente não se sinta ofendido com a resposta. Se a curisodidade acerca de quais livros e jornais costumo ler tem em mira compreender o meu posicionamento sobre o tema, lamento frustar-lhe, mas o meu posicionamento decorre da "minha" própria e sincrética percepção sobre os fatos. Fico honrado com seu pedido de orientação bibliográfica e, caso não consiga sobreviver sem ela, no afã de lhe atender fiz um grande esforço, mas as obras que insistem em me ocorrer como de alguma utilidade para sua pessoa referem-se ao tema das boas maneiras...

Agora César, qto a "ser polêmico", eu apenas peguei um gancho sobre polêmica em outro post seu. Não é de seu feitio, realmente, querer aparecer. Agora, que vc é formador de opinião, mesmo sem blog, é uma realidade com a qual tem de conviver. A menos que renuncie a sua argúcia e se feche em seus conhecimentos e em sua própria sabedoria. O Pró Tensão apenas potencializa essa responsabilidade. Quando digo que vc não pensa realmente assim, apenas quero dizer que, a meus olhos, tal pensamento não combina com vc - leia-se seu post de hoje A BALADA DOS ROMÂNTICOS.
Eu sempre lhe disse que vc não era ateu, aqueles pensamentos que lhe ocorriam eram apenas uma rara falha de percepção de sua parte, não combinavam com vc. E eu felizmente estava certo. A gente aprende a conhecer os amigos. Mas com sua inerente argúcia, aquelas suas idéias atéias a quantos não teria influenciado se acaso vc já editasse o Pró-Tensão àquela época? Aí reside a responsabilidade.
Por fim, gostaria de esclarecer que no meu comentário não defendo o diálogo com terroristas, a partir de um convite para uma mesa redonda. Os diplomatas com suas pastinhas 007 e os terroristas com suas malas-bomba. Não, não é isso. Apenas penso que os suicidas que se prestam aos atentados são utilizados pelos cabeças, via-de-regra, apenas uma única vez, carecendo de renovação intensa. A cooptação de novos suicidas se dá através da simpatia crescente com determinadas causas que, após grande maquilagem dos cabeças, podem parecer justa aos olhos de muitos. É aí que eu advogo o diálogo. Melhor dizendo, a sensibilização para, buscando atender no que for correto e possível ou pelo menos entender a parte verdadeiramente justa das reivindicações. Isto esvaziaria a simpatia para com o restante da causa, separando o joio do trigo, que os terroristas insistem em misturar. Se conseguirmos minimamente isto, a própria população irá segregar os terroristas, ao invés de torcer ou engrossar o exército deles. Algumas das atividades de onde eles claramente retiram receita poderiam sofrer "sabotagem" pública - e não apenas embargos governamentais. Acho que a tentativa deveria ser - ao menos tb - por aí.

Posted by: 0!/\@|£ at março 22, 2004 11:36 AM

Só duas coisas porque este assunto é muito chato:
1 - Beto, eu não lembrei da sutileza da política local espanhola e os espanhois só lembraram dela, o que é uma pena para o resto do mundo.
2 - Meg, naquele livro do Tom Wolfe "Ficar ou Não Ficar", ele diz que para os padrões atuais de interpretação do ato, o Cliton realmente não comeu. Seria bom que quem não leu, lesse o livro, não vou explicar a coisa a fundo senão este se tornará um porno-blog, o que por si já significa que ele comeu sim, se é que aquele foi o único caso dele com secretárias.

Posted by: César Miranda at março 22, 2004 09:28 AM

César e demais comentadores,
Sei que vou me arrepender a vida inteira por comentar este post, já que sou destituída do bom senso da Lele (adorei o que ela disse, não tinha como errar, dizendo o que ela disse) e da sabedoria do Flammarion, do Claudio, e do Flavio... mas não quero, não posso deixar que se lance tamanha infãmia contra o "make love not war" hence "pacífico" Clinton: em que pese manchas em vestidos etc.. jamais foi desmentido e se tornou "verdade histórica": *comer* propriamente ele não comeu estagiária nenhuma. Da única que eu soube ( estagiária, bien entendu) comer, ele não comeu. Você como homem temente a deus, não levante falso:-)) , não semeie a infâmia. Não seja pedra de escãndalo:-). Todos sabem que Bill Clinton (como Paulo Francis gostava de realçar e gozar - ops - William Jefferson Clinton!) fuma mas não traga...

Desculpe o mau jeito, mas estou com uma valente pneumonia e todos sabem que os tísicos ...não é?
Bisous, mon cher :-))
Meg

Posted by: Meg (Sub Rosa) at março 22, 2004 06:40 AM

Caro César,
O eleitorado espanhol não votou em quem promete tratar bem o terrorista. Do meu ponto de vista, votou contra quem se apropriou de um fato político extremo (do poderoso "vazio do não-ser" de que nos fala J.Lemos, no Ultramontano) sem considerar a equação democrática que é o acordo Espanhol.
A suave relação do Reino com as diversas etnias espanholas se equilibra numa sutil matemática. Ou seria uma álgebra.
A suivre.
Sua abordagem, caríssimo, padece neste caso de sutileza.
Abraço fraterno, quand même.
Seu amigo,
BetoQ.

Posted by: Zadig at março 20, 2004 01:37 AM

Flávio, os terroristas em questão são fanáticos religiosas que não se aquietarão enquanto não matarem “todos os infiéis”. É este o projeto deles (será que as pessoas sabem disto?!). Isto é assustador, qualquer ser humano normal hoje deve estar definhando de medo. (felizmente não sou normal). Há duas formas de lidar com terroristas, com carinho ou com dureza. Qual é a correta? Por mim mandávamos todos esses sujeitos para o seio de Alá...
Talvez a solução do problema venha dos muçulmanos não terroristas (é fundamental ler esse post do Marcelo http://www.wunderblogs.com/aquapermanens/archives/007428.html ) que têm que tomar alguma atitude a respeito. Quem se apraz com o serviço sujo que o outro faz é culpado do mesmo jeito.
Sobre o “se” na história, realmente não dá para saber mesmo. Mas podemos partir do seu “se” . E se o presidente americano daquele época (FDR) atacasse Hitler (que antes da guerra tinha matado muito menos gente do que Saddam) e o derrubasse, mesmo que isto gerasse simpatia àquele bigode de xoxota e antipatia ao americano, teria sido ótimo para a humanidade, assim como os milhares de pessoas que não morrerão por causa de Saddam jamais agradecerão ao Bush Jr que desmantelou a máquina de moer gente do ditador iraquiano. Deixo a pergunta que já fiz: Há duas formas de lidar com terroristas, com carinho ou com dureza. Qual é a correta? Qual é a terceira via? Eles não são muitos, eles são é desconhecidos e tudo o que é desconhecido julga-se grande (como o Universo, que eu defendo que ele não é grande, é sim, desconhecido, a terra, nosso planeta, já foi grande, hoje não é mais, mas deixemos de divagações).
O conceito de guerra preventiva é terrível e deve ser desestimulado, afinal, acredito que os fins não justificam os meios. Mas ela pode muito bem servir para analisarmos o passado. Eu disse, se tivessem derrubado Hitler antes teria sido bom. Não dá para saber quem é o Hitler da vez em capacidade de detonar a terceira guerra mundial, por exemplo, mas há alguns tiranos por aí que têm aniquilado seu próprio povo e, a despeito do direito internacional, e do fato de que não se deve invadir um país que não lhe atacou, e blá blá blá, se você estiver dentro de um buraco cheio de merda jogado lá pela polícia de tirano que não vai com sua cara, tudo o que você quer é que algum país resolva sim, ser a polícia do mundo e lhe tire dali... Os países democráticos deveriam cortar relações com todos os países não democráticos. Simples assim, por que só Cuba? Quanto à polêmica, você sabe que não sou disso, sou um bicho do mato, morro de vergonha, só converso com meus amigos, Deus me livre de querer aparecer. Por incrível que pareça eu penso tudo aquilo lá mesmo, mesmo que alguns amigos, até fraternos como você, não concordem. Inclusive não queria falar sobre o assunto (o Flamarion deve ter tido uma surpresa, acho que falei para ele no Messenger que não ia falar sobre isto) mas não consegui cumprir essa promessa para mim mesmo e falei, tentei balancear com duas notas engraçadas... Assusta-me muito essa idéia de ser formador de opinião, não tô com essa bola toda, não.
Lele, você tem razão.

Posted by: César Miranda at março 19, 2004 09:09 PM

Parece que sempre estamos num embate entre duas opções, e pressionados a apoiar uma delas. Não defendo Bush, muito menos Bin Laden, e também não acredito que diáloos trarão a paz. É utopia acreditar que radicais extremos se rendam à base de conversas, porque é uma guerra digamos milenar, e continua em ciclos de vingança e ódio.

Posted by: Lele at março 19, 2004 08:29 PM

Caro 0!/\@|£,

Perguntar não ofende.

Você pode me fazer a gentileza de dizer que jornais e que livros sobre o assunto você costuma ler?

Posted by: Flamarion at março 19, 2004 07:21 PM

Cláudio, eu não advogo a inação ou falta de reação, mas simplesmente a busca tb e principalmente de ações diversas da violência. Com isto estar-se-ia desestabilizando em vez de fomentando os atos terroristas, penso eu.

Posted by: 0!/\@|£ at março 19, 2004 03:55 PM

Durante o governo do "pacífico Clinton" houve o massacre de Wacko e dois atentados de porte contra os EUA: um no próprio World Trade Center e outro na embaixada (ou consulado?) dos EUA na África (não lembro de cabeça o país). Fora isso houve a questão do Kosovo e, talvez menos relevante, da Chechênia. Pra finalizar, surge agora a notícia de que a CIA teria comunicado a Bill Clinton que havia localizado Osama Bin Laden mas ele estava ocupado demais comendo estagiárias.

A tese "não reage que é pior" é no mínimo discutível, mas isso apenas minha opinião.

Posted by: Claudio at março 19, 2004 03:41 PM

Amigo César, vc está parecendo terrorista, soltando um post bomba destes. Vai encher as burras de comentários, mas no fundo vc não pensa assim não. Está apenas querendo ser polêmico, além de "em geral culto e engraçado e invariavelmente idiossincrático".
Ora, engrossar com terrorista não leva a lugar algum. Que o diga Israel, que sempre falou grosso com eles e nunca teve paz, muito ao contrário. Deve-se usar o bom-senso, o diálogo, afastar a imagem de exclusão com a qual tanto lucram. Averiguar o que de bom pode ser atendido na causa deles e minar a simpatia que o povo tem para c/ eles (vc mesmo diz que 99,999% da humanidade torce p/ o Bin Laden). Eles, os terroristas, devem deixar de parecer - e muitas vezes ser - os injustiçados. Assim a própria humaninade os segregará e será mais difícil sobreviverem. Sua tese se contradiz qdo vc diz que em 98 houve ataques a embaixadas enquanto o pacífico Clinton estava preocupado em comer estagiárias. Ora, foi só o pacífico Clinton sair do governo e a situação de intranquilidade de seu próprio povo aumentou. Recrudesceu Burrush, recrudesceram ainda mais os terroristas e, o que é pior, aumentou a simpatia da humanidade para com estes...
O outro exemplo que vc deu, o de Hitler, igualmente demonstra que uma pitada de bom-senso (e não a guerra preventiva)teria minado a simpatia para com o tirano. A Alemanha foi humilhada na 1ª Guerra, daí surgiu Hitler, o representante dos injustiçados recebendo carta branca para suas loucuras. Por que não surgiu no Japão pós 2ª guerra um "Hitler"? Porque, simplesmente, depois da destruição, o país foi tratado com dignidade, sendo objeto de investimentos e da preocupação do mundo inteiro. Não se retroalimentou o ódio, como fazem Sharons e Burrushs. Pense a respeito, não se esquecendo da sua grande responsabilidade de formador de opinião que é, amigo.

Posted by: 0!/\@|£ at março 19, 2004 09:15 AM
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