Um dia saiu ao sol e se deu conta da própria sombra. Imaginou tratar-se de um amigo. Não a associou nem ao sol nem a si, mas as suas andanças por aqueles caminhos. De noite, o sol se foi, levando seu amigo. No outro dia, eis o amigo outra vez. Era um grande sujeito, ia com ele a todos os lugares, respondia a seus acenos, mas nada dizia. De tardinha, sentava-se cansado, virava-se para comentar algo e o amigo sumira. Mal dormia amedrontado com a possibilidade de que o amigo não voltasse. Mas no outro dia lá estava o amigo, às vezes a seu lado, noutras a sua frente, atrás, do outro lado mas sempre por perto gesticulando muito, como ele, mas nada dizia, só ouvia. Era o amigo perfeito. Quando o sol se punha, dizia "adeus meu amigo", e ia dormir.
Posted by César Miranda at março 13, 2004 08:07 PMSherazade, muito obrigado mais uma vez, também estou com saudade, logo nos veremos com certeza. Com Françoise Hardy digitalizado, espero.
Posted by: César Miranda at março 16, 2004 09:10 PMCésar,
Texto nota dez.
Sensibilidade, reflexão, razão e principalmente coração...
Adorei.
Saudades de você...
Nada a ver: o Ronaldo Castro de Lima Jr tá aqui http://icones.com.br/astra/filo/index.html (acho que tem www...
Posted by: Pimenta at março 14, 2004 01:12 PMPO... a solidão faz isso com a gente...
Posted by: Tahiana at março 14, 2004 12:22 PM