fevereiro 17, 2004

SONETO DA DICÇÃO I

A catarata que tinha no paraíso
A carambola que me trouxe o jardineiro
A saracura que tirou o meu sorriso
E a cabrocha que namorei em fevereiro

A arara que eu vi em Araraquara
A pororoca que eu vi na Guanabara
O paralítico que tropeçou no prego
E o Gregório que tá aprendendo grego

O Tafarel, o Careca e o Romário
E os três zeros que tiraram do salário
O dromedário que mataram à traição

O tigre triste que tragou a atriz
O tarado grosso que queria a meretriz
Só atrapalham minha comunicação

Obs – a ser lido com o “R” gutural, como o cara da propaganda de cerveja (“E aí, mulhegada! cagamba, não tô mais falando egado”).

Link relacional – SONETO DA DICÇÃO 2

Posted by César Miranda at fevereiro 17, 2004 08:59 PM
Comments

Cagamba, Flávio, não vou mudar seu nome desta vez...

Posted by: César Miranda at fevereiro 19, 2004 09:13 PM

Magavilha este soneto!

Posted by: 0!/\@|£ at fevereiro 19, 2004 04:54 PM
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