Dizem os idealistas da paixão que não se pode amar duas pessoas ao mesmo tempo. É claro que se pode, pode-se amar duas, três, quatro, cinco pessoas ao mesmo tempo. Por que podemos odiar milhares de pessoas sinceramente e amar não? Hitler odiava sinceramente toda uma espécie de gente, seviciou e matou milhões delas. Por que o amor não pode ter igualmente esse poder? Posso muito bem amar toda uma raça, por exemplo "amo todas as ruivas", ponto. Sinceramente e de todo o meu coração. Será o amor mais fraco que o ódio? Só um homem pode amar e odiar dessa maneira. Será que as mulheres não entendem isto?!
Posted by César Miranda at fevereiro 15, 2004 01:41 PMO problema é que o ódio não é contrário ao amor. O ódio é uma paixão às avessas, e a paixão é capaz de engolir o mundo todo, César.
Posted by: Diogo at fevereiro 17, 2004 04:07 PMChesterton também defendeu que a promiscuidade não fazia sentido porque seria como "querer entrar no Paraíso por várias portas diferentes". Faz sentido, quando se diz isso assim, mas às vezes as portas são um charminho...
Mas o que eu queria dizer é: grande post, César.
Posted by: alexandre at fevereiro 16, 2004 05:29 AMBeto, acho que "em geral cultos", significa que uma vez ou outra escrevemos alguma estultícia. Perfeito só Deus. Gosto mais da tese do nosso amigo comum Flávio Godinho que diz que deve significar que geralmente somos extraordinariamente cultos e de vez em quando apenas cultos...
De qualquer forma há uma campanha por aí para descobrir quem é o bobalhão de nós. Pobre Felipe...
Caro César,
Sabe aquela passagem do Chesterton em que ele defende a monogamia?
- Como se o homem fosse a um pomar colher peras e colhesse só uma. Anotei do lado: pelo menos 2 ou 3 Sire!
(Risos)
Afinal, o que "em geral cultos" vos diz?
Abraço fraterno,
BetoQ.