O Estatuto do Desarmamento é irrelevante. A existência ou inexistência dele não vai diminuir a violência, que é a única preocupação de todos, supomos. Há bandidos de todos os níveis: Alguns que ao tentar assaltá-lo, correm se você espirrar e aqueles que assaltam quartéis do exército. Os dois são igualmente indesejáveis. Não vejo por que deveríamos nos desarmar para nenhum deles. Uma sociedade que se desarma porque a violência existe está baixando a guarda. Eu passei minha infância em uma terra sem lei ou quase sem. Era criança e vi coisas terríveis, vi homem dando golpes de facão em outro. Vi meu pai ser ameaçado de morte, já vi homens correndo com revólveres na mão atrás de outros. Em nossa casa sempre tinha um revólver. Jamais aconteceu acidente algum com a arma, nem jamais ouvi falar de algo parecido na cidade (sequer um simples furto). Os vizinhos que caçavam tinham todos muitas armas. Mas eram “armas nas mãos de boas almas” (termo que ouvi do nosso amigo Chico Sena). Enfim, com estatuto ou sem estatuto, nada mudará se não mudarem as almas. Ninguém fala isto mas o problema da violência é espiritual, fruto da maldade humana pois nem todo cidadão desarmado é pacífico nem toda pessoa armada é perigosa.
Posted by César Miranda at novembro 24, 2003 11:05 AMAve César,
Sobre as armas, tudo foi dito. E bem dito.
E sobre a educação (post acima), num país atrasado como o nosso, o preceito francês de educação pública e gratuita só tem levado alguns pais sem recursos a garantir merenda escolar. A França garantiu alguns avanços com o mesmo preceito e tive notícia que a Coréia do Sul também obteve grandes esforços.
A educação humanista está longe dos bancos escolares, a Paidéia grega passa longe da educação pública e gratuita.
Lembra do meu amigo Serge que educou duas belas filhas franco-brasileiras, estudando em casa?
E, claro, cumpria a legislação brasileira, mandando-as para a escola particular.
Um dia, it´s been a long time, fui a um comício em que o candidato Lula falava sobre educação - tinha meia-dúzia de gatos pingados ali na praça do Bandeirantes. E ele confessou que os filhos dele estavam na escola particular. Fez mea culpa etc. mas confessou em praça pública a falência do modelo que mais conta com militantes petistas (fora os bancos públicos... eh eh eh...).
Ouvi (ouço muito rádio, como sabes) que o nosso ministro educador (Cristovão B.) quer transformar a aferição da qualidade de educação (Provão)em um programa intitulado "Paidéia".
Será pretensão demais de nosso mestre? Ou, um Quixote?
BetoQ.
Ops, quase esqueci: você mencionar o meu blog no seu post corresponde a colocar a logomarca da Mercedes num fusquinha. O tempodestino é o fusquinha óbvio.
Posted by: Chico Sena at novembro 25, 2003 04:54 PMCésar, obrigado pela citação. Sabemos que um rolo de macarrão nas mãos de uma esposa ciumenta é uma arma. Precisamos desarmar as almas.
Um abraço.
Concordo contigo, César. Só que ninguém dirá isso pois tal opinião não garante votos é um tanto antipática. Me pasma o fato das pessoas acreditarem que milhões e milhões de pessoas doentes de espírito podem ser combatidas por polícia, judiciário e políticos.
Posted by: Claudio at novembro 24, 2003 03:28 PMWow, deixa eu passar aqui abaixado...
;>)
É precisa desarmar os bandidos e proteger os cidadãos de bem. Não vou entregar minhas armas. Tenho duas, uma Puma 38 de caça e uma 765.
Posted by: Caco Belmonte at novembro 24, 2003 01:28 PM