Diz o professor:
- Vamos ver esta conta, 2 mais 2 são 7, 7 mais 3 dá 5;
Discorda o aluno:
- Peraí, professor, 2 mais 2 dá 4;
- Não meu filho, nesta estória são 7;
- Como assim?!?!
- Como assim, o quê?! Eu sou o professor, sei mais do que você e lhe digo, 7 mais 3 são 5. Acredite.
- Não, professor, 7 mais 3 são 10;
- Errado, 10 se fosse 3 mais 7.
- Ah, estou começando a entender.
- Entender o quê?
- Entender a sua matemática.
- A MINHA?! Matemática é uma só.
- O senhor me desculpe mas a sua é bem peculiar.
- Mas a culpa não é minha não, a culpa é do autor desta estória que determinou que 7 mais 3 são 5.
- Ele determinou não, ele pôs estas palavras na sua boca.
- Mas, a estória é dele, ele faz o que quiser com ela.
- Sim, com a estória pode mas se ele fizer o que quiser com a matemática, a coisa complica.
- Por quê?
- Porque matemática é um conjunto de leis naturais, ninguém pode burlar sem cair no ridículo.
- Então, respeite-O, talvez o objetivo dele seja cair no ridículo.
- Será crível algo assim? Alguém que queira cair no ridículo?
- Tudo é possível.
- Difícil é entender essa matemática aí do senhor, então vamos lá, 7 mais 3 são 5, já 3 mais 7 são 10.
- É isto aí! Espere até chegar na eqüação de segundo grau.