Quando Adão vivia com Eva, antes da crianças chegarem, ele só se referia a si mesmo como “metade da humanidade”. Queria almoçar, lá vinha ele “metade da humanidade sente fome”. E era assim o dia inteiro, “metade da humanidade está satisfeita”, “metade da humanidade quer fazer amor”. Eva não agüentava a falta da falta de imaginação do marido, que parecia um parlamentar. Quando chegou o primeiro filho, o doce Caim, Adão passou a se chamar “um terço da humanidade”, depois veio Abelzinho, e o “um terço”, passou a “um quarto da humanidade”, a cada nascimento, Adão perdia a "representatividade". Como um parlamentar.
Posted by César Miranda at setembro 17, 2003 08:00 AM