Morreu e no além encontrou o ex-sogro do Michael Jackson:
- Você morreu?! Lá na terra dizem que você não morreu.
Elvis responde:
- Nem eu morri nem você.
- Morri sim, tenho certeza - respondeu o que morreu.
- Você não está aqui conversando comigo? Que morte é esta? Aqui a vida é outra mas morte não é - argumentou o roqueiro número um.
- Pois eu ainda acho que morri.
- Morreu nada, bobo.
- Ah, dá licença, você realmente não deve ter morrido, como dizem, já eu morri, o próprio narrador desta história diz isto no começo, quer saber mais do que ele?
- Eu só falo o que ele quer que eu fale. Se ele diz para eu dizer que você não morreu, eu digo. O que posso fazer?!
- Então, me diz francamente o que você pensa, independentemente do narrador...
- Impossible.
- What?!
- Why we talk in inglish now?
- Eu vou lá saber?
- Não mude de assunto, será que não temos liberdade de pensar por nós mesmo?
- Acho que não, somos dois personagens de uma estória escrita por um cara muito gente boa, mas por mais legal que seja nem ele pode nos dar essa liberdade, nossa liberdade é a liberdade dele.
- Então para quê criar uma história dessas?
- Sei lá, para defender alguma tese ou só para encher lingüiça mesmo.
- Fico com a segunda opção mas adoraria ouvir sua opinião livre e sincera.
- Isto é impossível, minha liberdade e a liberdade daquele que me criou é uma só, isto é, a minha está contida na liberdade dele, que é maior que a minha. A liberdade dele também está contida na liberdade de quem o criou e assim por diante...
- Eu não acredito nisto. Diz aí, fala logo, pára de encher lingüiça.
- Já falei, é impossível. Só falo o que ele me fizer falar.
- Mas... mas... espere um pouco, narrador, eu quero falar, ..., porra! Deixa eu falar, rapaz!
- ..., ...
- ...
Calaram-se, afinal, estavam mortos.
Posted by César Miranda at agosto 15, 2003 08:17 AM