03-07-09

Da Flip à fita

Se eu estivesse em Paraty esta semana e possuísse alguma habilidade hippie, eu teria feito dinheiro. Estas fitinhas do Bonfim bombariam entre os "ateus de salão" que pajearam o Dawkins, tenho certeza:

fitinhasaa.gif

lançado por david às 01:31 Desenho | 2 cantando e rodando

02-07-09

Minha opinião sobre o jornalismo que conhecíamos

Quando um mico se aferra ao seu status de mico e bate as patinhas no seu peito dourado para dizer "gente, eu vivo ameaçado", taí o sinal de que esse mico neurastênico, internado na decadência besta de uma floresta de encanto, não só não pode, como já desistiu de ser gorila.

lançado por david às 19:51 Jornalísticas | 1 cantando e rodando

01-07-09

Fla-Alcinha é a mãe

Isto aí que vocês podem ver abaixo é um aborto gráfico, uma não-camisa:

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Crédito: Maurício Val/VIPCOMM

O Flamengo me vem com fornecedor novo, contrato novo e, para marcar a "nova era", me aparece com esse "collant com alcinha" (royalties para @arnaldobranco, mais uma vez). Na prática, o Flamengo agora tem uma listra semiDIAGONAL (caiu a ficha?).

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Crédito: Maurício Val/VIPCOMM

Mexer na camisa do Flamengo, assim, é como colocar uma cabeça de pinguim na Vitória da Samotrácia: pode ficar do cacete, mas, após novo encaixe, a Vitória da Samotrácia não estará mais lá.

"Uniforme" é só fardamento, seja de aluno ou chofer. "Camisa", e "camisa do Flamengo" mais ainda, é identidade. E não, eu não consigo me identificar com esse cruzamento de cobra d'água com jacaré. Não tem como. Para complicar, a camisa branca inclui patrocínio SOBRE as faixas rubro-negras:

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Só o basquete, para variar, nos livra a cara / Crédito: Maurício Val/VIPCOMM

Se essa camisa ficar, estará aberto o precedente: o Flamengo vai entrar num processo de "vitorização", um tipo de decadência do espírito. A partir dos anos 90, o uniforme do Vitória virou um laboratório para designers divanguarda. Teve de tudo. Do abadá à toalha de mesa. Hoje, ninguém sabe, à vera, qual é o padrão real do fardamento deles.

Não custa lembrar. Há pouco tempo, uma fornecedora colocou na praça um par de uniformes macabros do Vasco (nada impossível, convenhamos). A torcida deles barrou. Vamos deixar passar?

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A bem da verdade, a questão não é tanto se a camisa é passável ou feia, mas se essa camisa nova é uma camisa do Flamengo ou não. Tivemos camisas zoadas de 15 anos para cá. Nenhuma, entretanto, deixou de ser uma camisa do Flamengo. Essa nova, de tão descaracterizada, virou outra coisa.

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Para quem quiser reclamar, há o SAC da Olympikus. Seja no online em http://www.olympikus.com.br/site/#/contato/sac, ou por telefone no 0800-782010.

lançado por david às 15:39 Não é futebol: é Flamengo | 11 cantando e rodando

30-06-09

O barulho do caveirão pela manhã

Amigos, camaradas, leitores hostis, eis que vos digo: “Dancing with the Devil”, documentário novo na praça, é do grande caralho. O filme fala da rotina de combate-acomodação entre Estado e narcotráfico no Rio de Janeiro – tópico já explorado, porém difícil de esgotar. Vi há alguns dias e fiz bem em dar um tempo para escrever. Assim, posso colocar o maior defeito dele (música meio intrusiva, indutora) em proporção diante da maior virtude (seu valor documental).

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O filme e o cartaz vocês vão ver de qualquer maneira, que vejam um deles aqui, ao menos (não, o cartaz não é meu, quem dera)

O que se vê no filme do Jon Blair é basicamente o seguinte: o tráfico fala sem máscara, a polícia fala sem assessoria, o chumbo canta e, no meio do fogo, alguns fiéis oram. Impressiona o acesso que a equipe teve. Durante parte significativa do filme, a câmera segue de carona um pastor evangélico chamado Dione de Carvalho. É por meio dele que, aos poucos, se entra no terreno do “paralelo”. Quem fala pelo tráfico, no filme, é a cúpula do Terceiro Comando Puro pelos idos de setembro/outubro 2008. Na outra banda, a polícia “é” um esquadrão da Polícia Civil. O Aranha e o Tola, pelo tráfico, e o Torres, pela polícia, são os pólos da ação. Embala-se, vende-se, dança-se, atira-se, morre-se, reclama-se, reza-se, tudo ali.

Em “Dancing with the Devil”, pode se ver o que já se viu disperso em outros documentários sobre o tema – aqui, entretanto, está num bolo junto, agrupado e entremeado pelo discurso dos protagonistas. De um ponto de vista retórico, o que salta aos olhos é como esse(s) discurso(s) se torce(m) até o paroxismo, sob pressão de uma realidade que escapa não só a quem vê o filme, mas também a quem aparece nele. O efeito é poderoso. Certas falas soam como se tiradas de um Apocalypse Now filmado em Vargem Grande – com a diferença de que são à vera. Sem comparar, complementa bem o "Notícias de uma Guerra Particular", do João Moreira Salles, que é de 1999.

Deve chegar ao Brasil, mais cedo ou mais tarde. Que se carneie o curió, portanto.

lançado por david às 15:49 O couro come | 2 cantando e rodando

29-06-09

Golpe ainda é golpe, fascismo ainda é fascismo

hondurasbrasil.jpg
Foi em Honduras, mas há quem quisesse o mesmo por aqui

E eis que vem um golpe e revela os democratas de ocasião: gente que afeta compromisso com a dita justa, mas vive, à vera, para vê-la dura. Eu não compraria um país usado dessa turma, não mesmo.

Musiquinha pra tirar o sono da turma do 'fato consumado'

lançado por david às 21:38 O couro come | 9 cantando e rodando

26-06-09

Nada mais

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lançado por david às 02:44 Desenho | 5 cantando e rodando

25-06-09

Portugal em ordem aleatória

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Sintra, 2009
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Coimbra, 2009
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Sintra, 2009
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Fachada da Faculdade de Medicina, Coimbra, 2009
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Torre dos Clérigos, Porto, 2009
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Coimbra, 2009
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Lisboa, 2009
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Coimbra, 2009

lançado por david às 13:42 Londres tá chamando | 0 cantando e rodando

21-06-09

Meus respeitos

Ando meio ausente do site, mas o motivo é justo: estou no meio de um ensaio de férias em Portugal. Para matar a saudade, cá vai uma recordação fraternal:

lisboarondinelli.jpg
Túmulo de Vasco da Gama, Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa, Portugal

lançado por david às 20:18 Não é futebol: é Flamengo | 6 cantando e rodando

14-06-09

Comentário sobre um Flamengo devastado

fodadecoxa.gif
A inspiração, obviamente, é o Olé

lançado por david às 19:05 Não é futebol: é Flamengo | 3 cantando e rodando

A fraude da torcida

A eleição no Irã pode surpreender pelo resultado, mas não tanto pelas reações dos dois principais campos políticos – mas isso você poder ler mais e melhor em outros lugares. Não domino o Irã como tema, não me arrisco a pontificar sobre – o país é complexo e meu conhecimento, apesar de algum estudo nos últimos meses, segue esparso. O que sei e o que me chama a atenção é o seguinte: o populismo confundiu as antenas dos bem-pensantes mais uma vez. Pois sim, mais do que a caricatura de um radical babando na gravata (peça de roupa que ele não usa), o Ahmadinejad é um populista sentado sobre um barril de petróleo, uma figura familiar nas nossas próprias bandas. A política nominalmente redistributiva dele atende a setores menos ricos, menos urbanos e mais “tradicionais”* na cultura: gente fora do radar. No ato próprio da seleção de “informantes”, no caso acadêmico, ou de “fontes”, na atividade jornalística, abrem-se e fecham-se portas, destacam-se e omitem-se perspectivas. Antes da eleição iraniana, preponderaram no exterior as vozes de um campo, o “reformista”. Fraudada ou não, qualquer vitória do Ahmadinejad pareceria dissonante, dado o padrão de expectativas. Olhar para algumas vizinhanças de Teerã como se compusessem um imaginário “país-que-interessa” é persistir no tique. Alguém falou em Isfahan? E Qom? O bicho está pegando no Curdistão iraniano? As outras províncias, como andam? Só se responde ao que se pergunta, se se pergunta.

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* Acho o termo inadequado, mas não consigo pensar em outro menos pior.

lançado por david às 09:06 O couro come | 0 cantando e rodando

10-06-09

O peso da volta

Cometi uma sandice financeira e resolvi ir ao show do Faith No More na Brixton Academy, aqui, em Londres. Foi a primeira data da turnê de retorno deles. Valeu cada centavo insano. O Mike Patton continua um monstro e a cozinha do FNM, de devastar.

No início do show, o Patton perguntou se a platéia era de filhos dos fãs de 11 anos atrás, quando a banda parou. Era piada, óbvio: tanto era que, segundo meu medidor seletivo, a música mais bombante foi "Midlife Crisis" (um dos petardos do Angel Dust, o meu disco da década de 90).

Recomendo demais. É o tipo de evento social onde não se vê ninguém com a camisa do Radiohead. Gente honesta.

Cover de 'Reunited', clássico do Rhythm and Blues
'The Real Thing'

Além de tudo, vejam só, topei com cinco versões alternativas de mim mesmo.

lançado por david às 23:39 Londres tá chamando | 1 cantando e rodando

08-06-09

Alma. Elabore

lançado por david às 14:15 Enossexualismo e astropsiquiatria | 1 cantando e rodando

O nome da besta

E eis que o BNP, Partido Nacional Britânico, ganhou duas cadeiras no Parlamento Europeu. O BNP é racista, e de carteirinha. Olhem este trecho da constituição deles:

1) The British National Party represents the collective National, Environmental, Political, Racial, Folkish, Social, Cultural, Religious and Economic interests of the indigenous Anglo-Saxon, Celtic and Norse folk communities of Britain and those we regard as closely related and ethnically assimilated or assimilable aboriginal members of the European race also resident in Britain. Membership of the BNP is strictly defined within the terms of, and our members also self define themselves within, the legal ambit of a defined ‘racial group’ this being ‘Indigenous Caucasian’ and defined ‘ethnic groups’ emanating from that Race as specified in law in the House of Lords case of Mandla V Dowell Lee (1983) 1 ALLER 1062, HL.

2) The indigenous British ethnic groups deriving from the class of ‘Indigenous Caucasian’consist of members of: i) The Anglo-Saxon Folk Community; ii) The Celtic Scottish Folk Community; iii) The Scots-Northern Irish Folk Community; iv) The Celtic Welsh Folk Community; v) The Celtic Irish Folk Community; vi) The Celtic Cornish Folk Community; vii) The Anglo-Saxon-Celtic Folk Community; viii) The Celtic-Norse Folk Community; ix) The Anglo-Saxon-Norse Folk Community; x) The Anglo-Saxon-Indigenous European Folk Community; xi) Members of these ethnic groups who reside either within or outside Europe but ethnically derive from them.

Dúvidas? Que tal isto aqui?

(b) The British National Party stands for the preservation of the national and ethnic character of the British people and is wholly opposed to any form of racial integration between British and non-European peoples. It is therefore committed to stemming and reversing the tide of non-white immigration and to restoring, by legal changes, negotiation and consent, the overwhelmingly white makeup of the British population that existed in Britain prior to 1948.

Bem, eles devem até se achar progressistas, no fim das contas. Aceitam irlandeses, veja só quanto avanço.

lançado por david às 13:26 Londres tá chamando | 9 cantando e rodando



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