02-12-08
Golpes para judiar do inimigo

Já falei dele uma vez, e vou falar de novo. O Rabbi Yehoshua Sofer, o "rabino ninja", saiu agora (há um tempo, para falar a verdade) com uma arte marcial estritamente judaica. O nome da luta é Abir. Os movimentos são baseados nas letras do alfabeto hebraico e nas tradições associadas às 12 tribos de Israel. De acordo com ele, a arte do Abir não é uma invenção contemporânea, mas nada menos que o segredo mais bem guardado pelos mais durões entre os judeus iemenitas. Os defensores do Templo, reza o mito fundador do Abir, recorreriam a golpes similares.
Veja demonstrações aqui, aqui e aqui. Infelizmente, a ética "milenar" do Abir não permite vídeos embedded.
lançado por david às 13:43 Judia de mim | 1 cantando e rodando

01-12-08
Segue teu rumo, Charlinho
Na boa, isso é coisa de gênio:
lançado por david às 13:37 Jornalísticas | 0 cantando e rodando

30-11-08
Scorpions 'até sempre'
Elas andavam meio por baixo, mas acho que agora deram uma guinada. Agora vai:
lançado por david às 00:31 Baixa gastronomia | 2 cantando e rodando

29-11-08
É, tá difícil
Quem disse que o terror não educa? É pedagógico se dar conta que vão "contextualizar" a sua morte se, por estar no lugar errado, na hora errada, você levar uma bala na cabeça. Poderia ser eu na casa do Chabad em Mumbai, poderia ser minha mulher, poderia ser qualquer outro judeu, não interessa o nome, alguma etiqueta iam amarrar num de nossos pés de cadáver - "lobby sionista", "ocupação", "apartheid na Palestina", fosse o que fosse, estaríamos "pagando" por algum "pecado" coletivo, assim como os defuntos indianos, americanos e britânicos.
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Quando um homem-bomba explode num ônibus em Tel Aviv, quando um colono dispara contra fiéis numa mesquita em Hebron, quando um bando armado faz o rapa macabro em Mumbai, quando aviões batem em arranha-céus em Nova York, homens de ação não podem – e não devem – perder tempo meditando na hora-zero sobre a “causa primeira” de “tanta violência”. A prioridade é conter o dano e evitar que aconteça de novo.
A falta de pudor em saltar atrás de fórmulas explicativas “finais”, como neste caso de Mumbai e em tantos outros, revela apenas o desespero dos “explicadores” diante do fato mesmo do massacre. No mais das vezes, os “explicadores” estão longe do fato e não têm parte na briga – mesmo assim, e talvez por isso mesmo, por serem impotentes, se sentem impelidos a negar o abismo que é aberto por qualquer ato extremo de violência. “Não, não há abismo”, parecem dizer os explicadores, ao mesmo tempo em que pretendem preencher o vácuo com retalhos de sentido, buscando causalidade onde há só correlação.
Há algo de irredutível no “apertar de botão” para iniciar um massacre. Há um silêncio, um clique, um “ato-pelo-ato” que foge de determinação: é a decisão pura¹. Entre o plano e a realização do crime horrendo, existe um salto de vontade, um movimento impossível de ser entendido com referência a qualquer “causa” externa.
Mas é difícil, ah se é, aceitar o abismo. É muito mais cômodo tentar encaixar a História, com “H”, e falar em “frustração”, “questões a resolver” e “demandas reprimidas”, mesmo que isso signifique transformar terroristas em "sacerdotes da História" e nós, os marcados para morrer, em oferendas de altar.
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¹ Quando exaltavam essa decisão-por-si, os ideólogos fascistas sabiam muito bem o que estavam chancelando lá pra frente.
lançado por david às 00:20 O couro come | 8 cantando e rodando

26-11-08
'We never wanna say goodnight'
O I'm From Barcelona, da Suécia, estava na minha lista de bandas que eu não podia perder por aqui. Consegui ver esta semana, no Scala de Londres. Showzinho bem decente, com uma pegada meio carnavalesca - do tipo que bombaria fácil, e com razão, num festival no Brasil.
A banda tem uma média de 12 integrantes. Digo "média" porque ninguém fica no lugar e, volta-e-meia, um fulano novo aparece no palco. E sim, os caras seguem uma velha tradição sueca, a da bizarria calculada:
lançado por david às 23:50 Londres tá chamando | 1 cantando e rodando

25-11-08
Brasília-Florianópolis atrasou?
Esqueçam a ideologia e se perguntem: em caso de tragédia nacional, um presidente não deve voar o mais rápido possível aos locais atingidos para (1) manifestar solidariedade à população e (2) se certificar que os esforços de ajuda estão correndo bem?
Antes de responder, lembre-se que, em 2005, o Bush demorou à vera para ver as vítimas do Katrina. Na época, os republicanos disseram, meio envergonhados, que ele queria evitar o "uso político" da tragédia. Mentira deslavada.
Pensou bem? Já pode responder?
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Update 1: E não é que o Lula finalmente acabou indo nesta quarta? Mudou a agenda e sobrevoou a área, o que é bem digno. De qualquer maneira, persiste a questão: foi, por baixo, 72 horas depois de a gravidade da situação estar mais do que conhecida.
Enfim, o que interessa agora é ajudar - as avaliações políticas ficam para depois.
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Update 2: Ajuda direta, sem esperar por canetada alheia, pode ser feita diretamente na conta da Defesa Civil de Santa Catarina.
lançado por david às 23:58 O capitalismo está em crise | 2 cantando e rodando

24-11-08
Que culpem a loteria
Minha parte neste latifúndio machadiano: uma porção sagaz do capitulo 7 de "Dom Casmurro", gravada por um flamenguista furioso.
lançado por david às 00:20 Retórica | 4 cantando e rodando

22-11-08
Ibn Zico
Bem, agora já posso abandonar o curso de árabe. Já sei escrever "Flamengo".

lançado por david às 19:17 Desenho | 3 cantando e rodando

21-11-08
Minha alma morreu

Colonos judeus profanaram tumbas palestinas e grafitaram uma mesquita nesta semana em Hebron, na Cisjordânia. Uso "judeus" e não "israelenses" por um fato simples: esse absurdo, essa excursão no coração das trevas, me atinge como judeu, e não como um sujeito que, por acaso, tem amigos em Israel. Se quiser uma crítica universalista (e politicamente correta) da ocupação e de seus males, mude de site, por favor.
Pichar estrelas de Davi num cemitério; escrever “Maomé é um porco” num local sagrado – que estado de ânimo faz com que alguém aja assim? Impulso milenarista, vontade de limpar transgredindo, ódio étnico, que seja, escolha uma razão, sugira outra, o fato é que isso não é “arroubo”, é calculado. Quem pichou (ou quem deixou pichar) sabe desde o berço que a nossa religião é uma religião nacional, é a religião de um povo – nós participamos dela e só a experimentamos como indivíduos na condição de nós numa rede que une judeus existentes e em potência. Os mortos, os vivos e os nem nascidos.
A estrela de Davi é maior que a bandeira de Israel, o judaísmo transcende a existência histórica de um Estado. Eles, repito, sabem. Eles sabem que enojaram sionistas, não-sionistas e indiferentes. A escalada simbólica foi um Urbi et Orbi do Mal, da cidade para o mundo, para nos jogar na pequena batalha, no Lego cósmico deles. Por quê? Porque nos atormenta a idéia de deixar judeus para trás, nem que seja meia dúzia e numa casa (uma só) em Hebron, simples assim. É chantagem.
O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que os colonos rebeldes não são “inimigos do Estado”. Um dia antes, o líder espiritual deles havia afirmado que “o Estado de Israel (Medinat Israel) entrou em guerra com o Povo (Am Israel) e a Terra de Israel (Eretz Israel)”. Pelo método confuso, os dois estão certos. (1) Eles não são inimigos do Estado, são inimigos do Povo (nós, judeus de qualquer canto), e (2) o Estado, por conivência, atenta contra o sonho mais-que-milenar de justiça do Povo (nós, de novo). Esse sonho, nas rezas de nossos avós, se chamava Tzion (Sião), Yerushalaim (Jerusalém) e Eretz Israel. A que ponto chegamos. A que ponto chegamos. A que ponto chegamos.
Ainda esta semana, na Alemanha, neonazistas penduraram uma cabeça de porco na entrada de um cemitério judaico na cidade de Gotha. Ao lado da carcaça, havia uma faixa escrita “6 milhões de mentiras”, em referência ao holocausto. Se os skins soubessem que naquela tal casa em Hebron moram suas almas-gêmeas, talvez mudassem o texto para “Estamos com vocês”.
lançado por david às 00:25 Judia de mim | 8 cantando e rodando

20-11-08
D17, mas mantenha o respeito
Um presente para meus companheiros que ainda crêem na unidade transcendente da babaquice:
Primeiro era o fogo.
Depois, a fumaça.
lançado por david às 12:13 O capitalismo está em crise | 0 cantando e rodando

18-11-08
Show pra vida
Fiquei no poleiro, levei um pito por filmar a bagaça, mas vi o show em Londres e posso atestar: Leonard Cohen não é deste planeta. O homem tem 74 anos, um domínio sereno do palco e uma voz que não embaça. Alinhe 250 jovens cantores, dos bem "técnicos", a nata da nata numa fila: eles levarão uma surra. Seja qual for o quesito (composição, energia, voz, presença), Cohen não depende de "desconto" para sair bem na fita - não vive de nome, como uns chicos de hoje.
O show é uma experiência, e, como diria aquele tricolor, um "momento de consciência humana". Ao vivo, "Chelsea Hotel", "Famous Blue Raincoat" e "Hallelujah" viram triunfos, botam uma arena abaixo. "The Future" e "First We Take Manhattan", que eram só profecias nas gravações, ganham tom de Juízo Final. O resto é colossal. Do imenso caralho.
lançado por david às 23:27 Retórica | 2 cantando e rodando

'Sexo anal derruba o capital'
Karl Marx (1848):
De todas as classes que hoje em dia defrontam a burguesia só o proletariado é uma classe realmente revolucionária. As demais classes vão-se arruinando e soçobram com a grande indústria; o proletariado é o produto mais característico desta.Meia Hora (2008):

lançado por david às 09:08 O capitalismo está em crise | 3 cantando e rodando

17-11-08
Astrólogo por astrólogo, sou mais o Walter

lançado por david às 00:23 Desenho | 0 cantando e rodando

16-11-08
Obama Belt
Muito bom, mas muito, muito bom:
O mapa, criado aqui e reproduzido ali, cruza as áreas produtoras de algodão em 1860 (pontos) com os resultados da eleição de 2008 nos EUA - como de costume, azul é democrata e vermelho, republicano.
lançado por david às 00:44 O capitalismo está em crise | 1 cantando e rodando

15-11-08
'Mas nele havia algo estranho'

Devo ter testado umas 50 figuras-chave, todas obsessões brasileiras. Nenhuma dá mais calor em "Jesus Cristo" do que "Raul Seixas":

lançado por david às 08:17 Baixa gastronomia | 0 cantando e rodando

13-11-08
Poesia, poesia, poesia, poesia
Está no ar para download "Um Fevereiro", o primeiro livro do Igor Barbosa. Recomendo a leitura fortemente, seja para elogiar, seja para pichar.
Ah, e o prefácio é meu:
O livro que chega às suas mãos dispensa condescendência, não pede simpatia prévia como condição de leitura. Não poupe o estreante, não dê desconto. Esqueça o talher fino de sua empatia, reparta com a mão, trucide para apreciar. Poemas feitos com a cara limpa não exigem outra coisa.Baixe, abra depois, mas dê uma olhada. Quem sabe você não vai ter o prazer de dizer "sou leitor de primeira hora do Igor Barbosa"?
A idade aqui é só o tempero para as resenhas. Igor Barbosa é um escritor jovem, não um jovem escritor: está “em formação” como estão todos os poetas – novos e velhos - com algo ainda a dizer. Em outras palavras, o “inacabado” dele é o “inacabado” dos maduros.Conheci Igor primeiro pelo texto, como a maioria que lê estas linhas. Até beber com ele, pensava se tratar de um precoce, o que, na minha visão de mundo, depunha contra. Percebi que estava erradíssimo quando me dei conta: quem brindava comigo era um homem feito, que havia visto, lido e feito mais do que eu, sem se mostrar, sem firula. Em outras palavras, e reforçando o ponto, não estava – e não estamos – diante de um café-com-leite. O Igor dos poemas a seguir é o pai, o marido, o devoto e tudo no meio.
“Fevereiro” é, na origem, o romano Februarius, mês da purificação. Se lido sem concessões nem favores, o “Fevereiro” de Igor Barbosa depura o olhar, e, como bom poema, pede mais poesia – dele (há alguns volumes à espera, disso eu sei) e, por que não, nossa. Desta ceia, corremos o risco de sair com uma fome outra, santa, do “eterno, eterno, eterno, eterno”.
lançado por david às 10:06 Retórica | 2 cantando e rodando

E se os espantalhos falassem?
O debate sobre casamento gay é “a” situação retórica. Estão presentes sexo, religião, alto envolvimento, diferença de “repertórios” e dificuldade para encontrar um milímetro sequer de terreno comum - uma receita para perder a linha.
O que aconteceu na semana passada na Califórnia é só um capítulo das lutas que continuarão a pipocar adiante, lá e noutras paragens. É uma aposta razoável imaginar que a questão vá bater de novo à nossa porta, no Brasil, em algum momento após 2010.
No Código Civil brasileiro, “o casamento [ainda] se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados”. A seguir o curso de interpretações favoráveis, a união estável pode vir a garantir 99,9% dos direitos pleiteados pelos casais homossexuais, só não vai assegurar carimbo em documento com a tal da palavra “casamento”. Este 0,01% crucial, que não faz menos que dar nome ao todo, só vai sair com briga, e se sair.
Há briga no horizonte, fato – mais ainda porque, mais cedo ou mais tarde, um juiz brasileiro vai dar sinal verde. E, pelos sinais, o embate terá forma mais interessante do que as “preliminares” que testemunhamos até agora, por um fator-chave: a maré evangélica no Brasil ainda não se “institucionalizou” totalmente, mas quando isso acontecer, e mais gente preocupada com uma “agenda moral” chegar à mesa, vai ser difícil fingir que se está jogando paciência, de olho para um espantalho desenhado na parede – o pôquer de mão aberta, então, será mandatório.
Em outras palavras, o meu camarada Pedro Doria não vai conseguir dizer que os opositores do casamento gay são movidos por “taras”. Não sem ouvir que esse argumento – impossível de verificar exceto por telepatia ou psicanálise de boteco – autoriza qualquer um a afirmar, com a mesmíssima autoridade, que Pedro Dória está possuído pelo Demônio. É provocação mesmo.
Entender religião não basta. Há de se entender os fiéis também.
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A ironia é que a turma da oposição ao casamento gay parece mais equipada a enxergar o quão contingente é este imbróglio. Isto é, que não há uma “tendência irrevogável”, nem maré, nem menos “batalha decisiva”, e sim uma série de duelos – alguns mais, alguns menos intensos. Tremendo golpe do destino: o relativismo, neste sentido limitado, é deles.
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Minha opinião irrelevante? É mais prudente que não se legisle sobre casamento. “Casamento” deveria sumir dos nossos códigos. Quem quisesse “casar”, homo ou hétero, deveria ser obrigado, por isonomia, a fazê-lo no paralelo – numa igreja, numa sinagoga, num clube, numa montanha, num estádio, na rua, em casa, onde se sentisse bem. Do Estado, só viria chancela a uniões, nada mais, sem perguntas.
Com nuances, o Obama apóia algo nesta linha, para os Estados Unidos (é outro jogo).
lançado por david às 00:19 Retórica | 3 cantando e rodando

12-11-08
Ele é inocente
Cartunismo é profissão-perigo. Seja por querer, quando Maomé aparece com uma bomba na cabeça. Seja sem querer, quando Obama fica os cornos do OJ Simpson.

lançado por david às 12:38 Jornalísticas | 0 cantando e rodando

10-11-08
Soltaram a Conga!
Devo fuçar fóruns e listas de discussão há mais de uma década, regularmente, e posso dizer com (nenhuma) autoridade: debater com olavistas é se meter num safári de bolso. Você está lá na sala escura, no parque, curtindo um algodão-doce, quando pá, aparece a Conga sacudindo a jaula, e o mundo cai. Não tem aquecimento global, crise nas bolsas, fome na sua esquina - soltaram a Conga! É uma Conga informada, reconheço, depilada até, que leu Voegelin e usa gilete, mas ainda assim é a Conga, amigo, é a Conga.
Eu e um camarada discutíamos há tempos o conceito de uma tira inspirada no nosso "Dercy Gonçalves da filosofia". O bicho se chamaria "Ovalo, o Paralógico". Em algum momento, deu um branco, e a idéia não andou. Acho que vale ressuscitar o projeto, com um "twist": Ovalo, o óraculo oval, contracenaria com a Conga do Tivoli, uma projeção astral de sua consciência. A maior parte da ação se passaria no gabinete de veludo do Ovalo. Ao fundo, o dístico seminal: É a verdade, porra.
Funcionaria. Aposto uma libra.
lançado por david às 17:29 O capitalismo está em crise | 19 cantando e rodando

09-11-08
Blue Sunday
E não é que o Viagra tem um efeito colateral não-antecipado? Cantar rap, cerrrrrrto.
lançado por david às 09:32 Baixa gastronomia | 1 cantando e rodando

08-11-08
Pra se escangalhar
Little Britain USA é o que há. Dêem um jeito de ver urgentemente.
lançado por david às 00:53 Baixa gastronomia | 3 cantando e rodando

07-11-08
Da crise, Mary Poppins já sabia
A dica é de Niall Ferguson, historiador de Harvard. Assisti uma palestra dele na LSE sobre seu novo livro, The Ascent of Money. Dos vários causos sobre a história financeira do mundo (tema do livro) e a relação com a atual crise financeira, um vale destaque.
Há dois anos, Ferguson deu uma palestra a sócios de um banco de investimentos sobre perspectivas econômicas. Ele disse ter então antecipado que uma crise ia estourar e que ela só seria remediada com intervenção de governos na economia. Inconformado com o prognóstico, um dos investidores teria pedido ao organizador do evento que no ano seguinte, ao invés de levar um palestrante pessimista, passasse Mary Poppins. Ferguson ficou matutando a crítica na cabeça. Depois de lembrar de uma cena clássica, avisou ao organizador que valia sim passar o filme.
A cena segue abaixo. Ela explica muito bem a crise de hoje (para crianças, inclusive).
lançado por denise às 00:35 Londres tá chamando O capitalismo está em crise | 2 cantando e rodando

06-11-08
It ain't white
Este trecho de um artigo no Daily Mirror resumiu:
Let the KKK view the black man as a sub-species. Let football terraces across Europe echo to the monkey grunts at black players. Because their bile is now redundant. We all know the colour of the most powerful man on earth. And it ain't white.Pronto. Não tem outro assunto pra gente falar não?
lançado por david às 11:49 O capitalismo está em crise | 0 cantando e rodando

05-11-08
Quem está cuidando do lojinha?
Como judeu e corporativista, acho importante que o país mais poderoso do mundo tenha um personagem de piada como presidente. É bom para nossa classe. Há de chegar o dia em que "G-8" significará: um negro, um judeu, uma loura, um gay, um português, um japonês, uma sogra e um papagaio. YES WE CAN.
lançado por david às 13:55 Judia de mim | 4 cantando e rodando

04-11-08
Chaaaaaaaange

Impressionante que tenha acontecido. Há 53 anos (nada), Rosa Parks acabou no xadrez por não lugar a um redkneck no ônibus. Agora, os Estados Unidos têm um presidente que não é só negro, mas também filho de mãe branca e pai muçulmano. E tudo em meio a duas guerras e uma crise que mal começou. Impossível negar o caráter do momento.
Uma regra de prudência recomenda desconfiar de jornalistas quando usam o adjetivo "histórico". Geralmente, a palavra entra por (1) leviandade ou (2) falta de sinônimos. Raridade, entretanto: não é o caso. Nesta madrugada de novembro, Obama é a história.
Depois de amanhã, outro jogo.
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A vitória foi também do melhor orador. É logos e pathos demais pro caminhãozinho do McCain. Eis um trecho do discurso da vitória:
Não foi a melhor performance dele na campanha, entretanto. O discurso de posse promete mais.
This election had many firsts and many stories that will be told for generations. But one that's on my mind tonight's about a woman who cast her ballot in Atlanta. She's a lot like the millions of others who stood in line to make their voice heard in this election except for one thing: Ann Nixon Cooper is 106 years old.She was born just a generation past slavery; a time when there were no cars on the road or planes in the sky; when someone like her couldn't vote for two reasons -- because she was a woman and because of the color of her skin.
And tonight, I think about all that she's seen throughout her century in America -- the heartache and the hope; the struggle and the progress; the times we were told that we can't, and the people who pressed on with that American creed: Yes we can.
At a time when women's voices were silenced and their hopes dismissed, she lived to see them stand up and speak out and reach for the ballot. Yes we can.
When there was despair in the dust bowl and depression across the land, she saw a nation conquer fear itself with a New Deal, new jobs, a new sense of common purpose. Yes we can.
When the bombs fell on our harbor and tyranny threatened the world, she was there to witness a generation rise to greatness and a democracy was saved. Yes we can.
She was there for the buses in Montgomery, the hoses in Birmingham, a bridge in Selma, and a preacher from Atlanta who told a people that "We Shall Overcome." Yes we can.
lançado por david às 23:40 Desenho O capitalismo está em crise | 0 cantando e rodando

03-11-08
Smells Like Sweatshop Spirit
Nova do Sungha Jung, definitivamente top 3, mas eu acho que estão pelando esse moleque vivo. O garoto está cansado que só.
lançado por david às 09:12 Baixa gastronomia | 1 cantando e rodando











